terça-feira, 12 de maio de 2009

OS POBRES - Olavo Bilac

Aí vêm pelos caminhos,
Descalços, de pés no chão,
Os pobres que andam sozinhos,
Implorando compaixão.

Vivem sem cama e sem teto,
Na fome e na solidão:
Pedem um pouco de afeto,
Pedem um pouco de pão.

São tímidos? São covardes?
Têm pejo? Têm confusão?
Parai quando os encontrardes,
E dai-lhes a vossa mão!

Guiai-lhe os tristes passos!
Dai-lhes, sem hesitação,
O apoio do vossos braços,
Metade de vosso pão!

Não receieis que, algum dia,
Vos assalte a ingratidão:
O prêmio está na alegria
Que tereis no coração.

Protegei os desgraçados,
Órfãos de toda a afeição:
E sereis abençoados
Por um pedaço de pão . . .


Porém o que assola a humanidade é a pobreza de espírito!!!

HOJE É O SEU DIA, MINHA MÃE


parabéns prá você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida!
Salve você minha mãe querida e viva muuuito mais. Você nos deixa mais completos e felizes.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

ISTO SE CHAMA: VONTADE


"Mesmo sem naus e sem rumos,
mesmo sem vagas e areias,
há sempre um copo de mar
para um homem navegar".


Jorge de Lima

ISTO SE CHAMA: CANSAÇO


" Tu que estás cansado do real
Aperta na mão as pérolas
escorregadias dos sonhos:
Borda com elas
Um cobertor
brilhante para tua
alma regelada."


Mihaly Babits

domingo, 10 de maio de 2009

BOA SEMANA


que Jesus nos ilumine a todos,
que possamos ouvir suas inspirações, suas orientações,
que nunca percamos de vista os passos de seus exemplos para criarmos uma humanidade melhor, com sintonia e cumplicidade entre os povos e suas terras,
que ninguém jamais percamos a esperança de reiniciar todas as manhãs,
que tenhamos noites com sonos reparadores e sonhos inspiradores,
que possamos nos perdoar por ainda estarmos engatinhando como crianças,
que assim seja e boa semana para todos nós.

O CAMINHO DA AUTO-TRANSFORMAÇÃO

Pathwork é um trabalho que tem como objetivo o alcance do autoconhecimento, autotransformação e desenvolvimento espiritual. Este método conduz o indivíduo ao seu Universo Interior na busca da Essencia, do Eu.

A seguir a descrição deste novo trabalho que iniciarei nesta semana:
o material que ancora o trabalho dos Grupos do Pathwork consiste em 258 palestras que foram canalizadas por Eva Pierrakos, nos EUA, entre 1957 e 1979, e que se referem à natureza da realidade psicológica e espiritual no processo de desenvolvimento pessoal.
Os Grupos do Pathwork abordam um vasto conteúdo de ensinamentos numa sequência que foi metodologicamente organizada, através de exercícios práticos e vivências (emocionais, mentais, reflexivas e do fluxo energético corporal).
Temas profundos são trabalhados, numa linguagem simples, objetiva, buscando integração da teoria com as situações práticas do dia-a-dia, tendo como foco central a auto-observação e a auto-revelação".


SUCESSO PARA MIM!



ÉS MÃE? AGUENTA! - Marisa Martins

Aguenta, amiga, as alegrias e dores que acompanham todas as mães!

O primeiro sorriso, o primeiro dentinho, as primeiras palavras e os primeiros passos, que felicidade!

Porém, e aquele cocô diferente, esverdeado, a febre subindo, a moedinha engolida, a queda da escada, a mordida de cachorro, o sarampo, a bronquite, as noites em claro, quanto sobressalto.

O dedo na tomada, a cabeça presa entre grades, a boca cheia de terra, sufocando, as dentadas no batom, os palitos de fósforo acesos dentro da caixa, a fuga na praia entre o povaréu, a mão se aproximando do escorpião... Sustos, sustos.

E o xixi, com um risinho, no melhor tapete, o vaso, herança da bisavó, quebrado, as mãos de chocolate no sofá, a água transbordando da pia fechada, os esmaltes derramados pelo piso, a tartaruga enterrada, com as patinhas para cima, as lambidas no glacê do bolo, antes da festa, os toquezinhos fatídicos no teclado do computador, os "auto-cortes" nos cabelos, o gato escondido debaixo da coberta... ah, que vontade de dar umas palmadas.

Os pequerruchos que trazem tantas alegrias, sobressaltos, sustos, iras, crescem...

Crescem, e crescem junto alegrias, sobressaltos, sustos, iras.

A leitura das primeiras frases, o primeiro cartão de dia das mães, com o desenho mais lindo do mundo, a primeira apresentação no palco da escola, os primeiros sucessos esportivos, a primeira paixão, a primeira bem-sucedida omelete, os primeiros fios de bigode, o primeiro sutiã, que alegria!

A recusa em comer verduras, o apetite por hambúrgueres com batata frita, salgadinhos, tudo coberto por melecas, a fixação por eletrônicos, as primeiras festinhas fora de casa, a primeira excursão para longe, as avaliações insatisfatórias.

Como a fita métrica que avança nos centímetros, avançam nossas preocupações.

O olho grande na chave do carro, os horários não cumpridos, as conversinhas ao celular noite adentro, a porta do quarto fechada para curtir som com o (a) coleguinha, "aquelas" perguntas constrangedoras, o "não sei se sou jovem ou criança", o ensino médio terminando, as indefinições. Tantas noites acordada... Tantos sobressaltos, sustos, vontade de dar palmadas.

Um dia eles cortam o cordão umbilical. E ficamos, todas as mães, revivendo as alegrias, e com saudade dos sobressaltos, sustos, iras, do tempo em que eles "eram nossos"...

És mãe? Aguenta tanta felicidade!


Marisa Martins - Cronista do "Jornal Cassino" de Rio Grande e" O Informativo" de Lajeado

MAMÃE

Só as mães conseguem compreender os sentimentos das filhas mães!

sábado, 9 de maio de 2009

SENHORAS DA VIDA - Déa Januzzi

Ave, Marias, cheias de graça, que
geram benditos frutos em vossos
ventres, que acolhem o milagre da vida.
Ave, Marias, doentes de amor,
martirizadas pelo sofrimento dos filhos,
pela cruz de cada dia, pela viacrúcis
da agonia.
Ave, Marias, que não podem
acordar dos pesadelos nem ressuscitar
os sonhos de seus filhos perdidos
no escuro das madrugadas.
Ave, Marias, que rogam por paz,
pelo sono reparador, pelas grutas
da redenção.
Ave, mães, com nomes de anjos,
como Zuzu, que marcou tecidos com
estamparias de tanques de guerra e
flores, manchas vermelhas, pássaros
engaiolados, sol atrás das grades, para
denunciar, nas peças do vestuário,
o assassinato do filho Stuart.
Ave, Marias, sem pouso, sem
manto sagrado para cobrir as chagas
de seus filhos. Ave, Amélias, que
passaram fome ao lado dos filhos e
que, muitas vezes, não tinham o
que dar de comer.
Ave, Martas, que ainda guardam
na memória um passado de
sacrifícios. Tende piedade, Senhor,
das mulheres que criam os
filhos sozinhas.
Ave, Manas, que tentam sobreviver
às tragédias. Tenha piedade, Senhor,
das mulheres que cometeram
apenas o pecado de ser mãe e de
amar incondicionalmente, sobre todas
as coisas.
Ave, mães de filhos especiais numa
sociedade tão igual, que enfrentam
o preconceito do olhar. Tende
piedade, Senhor, daqueles que ainda
rejeitam, ironizam, torcem o nariz
para as diferenças de gênero.
Ave, mães das favelas, que dormem
ao som dos tiros perdidos na
noite, que não podem ocultar a realidade
das drogas. Tende piedade, Senhor,
das mães que sentem culpa,
que remoem sentimentos, que não
sabem o pecado que cometeram.
Tende piedade, Senhor, das santas
mães, que negam mil vezes a verdade
sobre os filhos.
Ave, mães torturadas pela dor de
ver os filhos tomarem o caminho
oposto da vida. Tende piedade, Senhor,
das mães cujos filhos abraçam
projetos de morte. Tende piedade,
Senhor, das mães que choram, noite
e dia, por seus filhos.
Ave, mães que conseguiram
transpor a barreira biológica da maternidade
e adotaram filhos de coração.
Ave, Marias, que nunca tiveram
filhos, mas que criam os filhos de outras
Marias. Benditas Marias, Senhor,
que dão colo para os renegados, que
jamais conheceriam o ninho do afeto.
Benditas Marias, Senhor, que
abraçam, protegem, curam as feridas
da humanidade.
Ave, mãe terra, que agoniza e
chora neste planeta doente. Bendita
seja a água que ainda corre imaculada,
pelos rios, cachoeiras, lagoas
e mares sem a poluição dos
homens. Bendita seja a mãe terra
que dá de graça o vento, a água, a
terra, e o amanhecer de cada dia.
Bendita a mãe terra cujo ventre
não foi profanado.
Ave, mãe pátria, cheia de medo
e de lodo, que expulsa seus filhos
dos frutos do vosso ventre. Tende
piedade, Senhor, dessa mãe gigante
pela própria natureza, mas que
não aprendeu a respeitar os próprios
filhos.
Ave, mães enfermas que não conseguiram
segurar o fio da vida nem
terminar o bordado infinito da criação.
Tende piedade, Senhor, das mães
que envelhecem a cada dia, mas que
já cumpriram a sua missão.
Ave, mães que já partiram e
deixaram lições que nunca vão
morrer. Benditas sejam as mães
que erram tentando acertar, que
não têm receitas nem são santas,
mas que perdoam, compartilham,
bebem na taça rubra das emoções.
Tende piedade, Senhor, de todas
as mães que não conseguem mostrar
para os filhos que a vida não é
um paraíso, mas também não precisa
ser um inferno. Ave, mães
cheias de graça! Benditas sóis vós
entre as mulheres.

SER MÃE - Coelho Neto

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra

o coração! Ser mãe é ter no alheio
lábio que suga, o pedestal do seio,
onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.

Ser mãe é ser um anjo que se libra
sobre um berço dormindo! É ser anseio,
é ser temeridade, é ser receio,
é ser força que os males equilibra!


Todo o bem que a mãe goza é bem do filho,
espelho em que se mira afortunada,
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!

Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

E OLHA O OUTRO PRESENTE QUE EU GANHEI


Prestem atenção na caixinha/presente personalizada. Haja coração e lágrimas!!!

OLHA O QUE EU GANHEI

Eu tenho tanto
Prá lhe falar
Mas com palavras
Não sei dizer
Como é grande
O meu amor
Por você...
E não há nada
Prá comparar
Para poder
Lhe explicar
Como é grande
O meu amor
Por você...
Nem mesmo o céu
Nem as estrelas
Nem mesmo o mar
E o infinito
Não é maior
Que o meu amor
Nem mais bonito...
Me desespero
A procurar
Alguma forma
De lhe falar
Como é grande
O meu amor
Por você...


Nunca se esqueça
Nem um segundo
Que eu tenho o amor
Maior do mundo



Mas como é grande
O meu amor por você!...

Sou uma manteiga derretida e quando o gatão chegou com esta caixinha linda e a mensagem da escola (Como é grande o meu amor por você/ Roberto Carlos) derreti de chorar. É muito bom ser mãe!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

DE CRIAÇÃO NÃO!!!


Caros, nada magoa e irrita tanto quanto uma "sociedade" acanhada , preconceituosa, rotuladora e insensível. Pais de filhos adotivos serão sempre pais de filhos adotivos? Filhos serão eternamente filhos sem maiores explicações sejam eles altos, magros, negros, débeis, saudáveis, geniais, adotivos, inseminados, naturais, afetivos, bastardos (termo tão antigo quanto a sociedade).


domingo, 3 de maio de 2009

POR UM MÍNIMO INSTANTE - Déa Januzzi


A vida inteira ela sonhou com o pai que nunca teve nem nunca viu. Mesmo já velhinha, aos 91 anos, seus olhos fugiam para um certo portão de uma casa quando, um dia, alguém gritou para ela: "Corre, venha logo, seu pai está passando montado num cavalo, corre, venha ver". Menina ainda, ela correu para o portão da casa e viu de longe um homem de chapéu, galopando rápido em seu cavalo. Não viu o rosto dele direito, mas pressentiu que era seu pai. Não conseguiu correr até ele, porque não se sentia preparada, achava que não estava bem vestida para vê-lo pela primeira e única vez em sua vida.
Ninguém sabe se foi por esse fato ou não que ela nunca mais ficou desarrumada. Tranformou-se numa bela moça, cortejada, desejada por muitos rapazes, mas só teve olhos para um, que foi seu marido por 42 anos. Ela ficou pronta por toda a vida, como se a qualquer momento o pai pudesse chegar em seu cavalo para galopar com ela para recuperar todo o tempo perdido.
Ela nunca conversou com o pai nem o viu de frente nem de costas ou por mais tempo do que aquele instante no portão de casa. A imagem dele era a do vento deixado pelo galope do cavalo. A moça virou adulta, depois amadureceu, envelheceu com aquela sensação de ausência, com os olhos tristes e fugidios de falta, de um buraco no peito, de um sapato apertado.
Os cinco filhos dela nunca entenderam por que a mãe ficava tão triste e decepcionada quando um deles anunciava que ia se separar. Ela desaprovava na hora, porque sabia o que era sentir saudade de alguém que passou por sua vida sem ao menos dar adeus, sem descer do cavalo. Nesses momentos, seus olhos galopavam lembranças de uma única cena.
Ela passou a vida inteira sentindo falta de pai, mas jamais reclamou. Tinha dificuldade de falar sobre o assunto sempre escondido entre as brumas e os segredos de família. Afinal, o que poderia fazer uma mulher do início do século 20, com um pai desconhecido na certidão de nascimento, uma espécie de mancha que num sai nunca?
Ela escondia o segredo. Nunca falava do pai. Mesmo revelando tudo sobre a mãe, mesmo depois de casada com o amor de sua vida, mesmo depois da morte do marido, ela não sentia à vontade para falar de um assunto tão grave, tão profundo para ela, tão mal resolvido. Um assunto que ninguém lhe deu a chance de interferir, de mudar o rumo, de galopar por outros caminhos.
Só conseguia se abrir em certos momentos, quando pressentia, por exemplo , que precisava urgentemente conversar com o pai de um de seus netos. Filha de mãe sozinha, ela sabia que era preciso conversar com o pai do neto, mas ele também não tinha tempo. Vivia galopando em suas fantasias. Ela queria dizer ao pai do neto que ele precisava estar perto quando ela fosse embora, que deveria cuidar, se aproximar, antes que a ausência se cristalizasse definitivamente num coração vazio.
No íntimo, ela sabia que uma de suas filhas estava repetindo a história da avó, mas não desejava que o neto sofresse essa dor ancestral, que ele tivesse que pagar pelos pecados de seus antepassados. Ela sempre pedia a presença do pai do neto para conversar, explicar que ele não deveria ser tão ausente, não deixar essa falta tão escancarada nos olhos do neto. E via a história se repetir. Ela, que era a própria imagem da falta de pai, sabia que essse vazio não podia ser preenchido.
Ela só falou o nome do pai uma vez, para não repetir nunca mais. Calou-se sobre sua origem, e os filhos nunca entenderam direito sobre parentes próximos e distantes afinal, aquela mulher havia abdicado de muito na vida, inclusive de ter pai.
De uma época em que não se falava em separação conjugal, em mulheres trabalhando fora de casa, em que filhos legítimos só eram possíveis dentro do casamento, ela nunca reinvidicou mais do que um abraço daquele pai que passou em frente à sua casa montado num cavalo. Ela nunca pediu nada, mas essa espécie de coceira numa perna amputada jamais passou. Às vezes, era como uma pluma a fazer cócegas, mas outras vezes a coceira era tanta que virava uma ferida aberta.
Ela nunca perdeu a pose. Parecia estar sempre pronta para ver o pai chegar como um príncipe encantado, em seu cavalo branco, para levá-la de vez. A vida inteira se vestiu como uma princesa. Depois se transformou numa rainha de olhos tristes e fugidios, mas sempre majestade.
Um dia, ela também se foi para sempre, mas levou consigo a imagem daquele cavaleiro no portão de sua casa. Ele nem sequer se dignou em acenar para ela com seu chapéu, mas ela jamais se esqueceu. O pai continuou a galopar em suas lembranças até o fim de seus dias. Como um vento, um sopro que acaricia o rosto nas tardes normais da saudade!


Fonte: jornal Estado de Minas 03/05/2009
dea.januzzi@uai.com.br

QUE DECEPÇÃO!

Falando em viagens, fiquei chateada. Descobri a Fazenda Santa Marina, pertinho de BH e do nosso jeitão. Entusiamei e fui providenciar reservas para o próximo feriado e qual não foi a minha surpresa ao constatar que apesar de ser uma fazenda, só aceitam crianças de colo e maiores de 12 anos, tô chué, chué, meus filhos iriam adorar.Visitem o site e curtam: www.fazendasantamarina.com.br/

AO RELENTO


O Parador Casa da Montanha fica próximo a Cambará do Sul/RS e oferece aos animados uma hospedagem em barracas térmicas com cama de casal, calefação, lençois termicos e vista para um dos cânions mais bonitos do país. Para mais informações visite o site www.paradorcasadamontanha.com.br/


Fonte: Bons Fluidos/maio2009

sábado, 2 de maio de 2009

CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO - Guilherme de Almeida

Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do engenho,
das selvas, dos cafezais,
da choupana onde um é pouco,
dois é bom, três é demais.

Venho das praias sedosas,
das montanhas alterosas,
do pampa, do seringal,
das margens crespas dos rios,
dos verdes mares bravios,
de minha terra natal.

Por mais terras que eu percorra,
não permita Deus que eu morra
sem que eu volte para lá
sem que leve por divisa
esse “V” que simboliza
a vitória que virá:

Nossa Vitória final,
que é a mira do meu fuzil,
a ração do meu bornal,
a água do meu cantil,
as asas do meu ideal,
a glória do meu Brasil!

Eu venho da minha terra,
da casa branca da serra
e do luar do sertão;
venho da minha Maria
cujo nome principia
na palma da minha mão.

Braços mornos de Moema,
lábios de mel de Iracema
estendidos para mim!
Ó minha terra querida
da Senhora Aparecida
e do Senhor do Bonfim!

Você sabe de onde eu venho?
É de uma pátria que eu tenho
no bojo do meu violão;
que de viver em meu peito
foi até tomando um jeito
de um enorme coração.

Deixei lá atrás meu terreiro
meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá,
minha casa pequenina
lá no alto da colina
onde canta o sabiá.

Venho de além desse monte
que ainda azula no horizonte,
onde o nosso amor nasceu;
do rancho que tinha ao lado
um coqueiro que, coitado,
de saudade já morreu.

Venho do verde mais belo,
do mais dourado amarelo,
do azul mais cheio de luz,
cheio de estrelas prateadas
que se ajoelham, deslumbradas.

OUTRA PERGUNTA...










...depois deste post da Fátima, fiquei querendo saber, porque você criou um blog?
Quando criou, você tinha algum objetivo?
Qual a sua expectativa com relação ao seu blog?
Obrigada.

ME AJUDA


Fiquei um bom tempo tentando colocar um contador de visitas no meu blog e não consegui, alguém me ajuda?
Obrigada

sexta-feira, 1 de maio de 2009

ACONTECE...

O FATOR HUMANO

Em 1970, depois de oito anos fora do Brasil, João Gilberto voltou ao Rio de Janeiro para (não) fazer um show no Canecão. E aceitou dar uma entrevista para a TV Globo. Jovem repórter, fui designado para entrevistá-lo. Nesse tempo, as reportagens dos telejornais ainda eram filmadas em película e em preto e branco. Dada a importância da matéria, que entraria no Jornal Nacional, me acompanhava o melhor cinegrafista da casa.
Às cinco da tarde, começamos a entrevista, com João muito simpático e à vontade, feliz por estar de novo no Brasil, “respondendo” daquele seu jeito não muito loquaz, mas sempre divertido e inteligente. Rodamos dez minutos preciosos e corremos para a emissora, de posse da única entrevista jamais dada por João Gilberto a uma televisão.
Fiquei na porta do laboratório, esperando o filme ser revelado. Para ver e crer no milagre. Meia hora depois, o laboratorista me entregou um rolo de 100 metros de celulóide sem qualquer imagem ou som gravados: o filme estava velado.
"Em 1993, gravamos o programa de estréia do “Manhattan Connection” em um estúdio high-tech de Nova York, com uma equipe técnica toda de americanos. Quando terminamos a gravação, depois de uma hora de debates acalorados, o diretor disse pelo interfone que lamentava muito, mas alguém errara de botão e nada fora gravado. Pensamos que era um daqueles “practical jokes” sem graça que americanos adoram. Mas era verdade. Como gravar de novo um programa de debates? Fomos salvos por Paulo Francis, que, com dureza germânica, mandou recomeçar imediatamente. E, por incrível que pareça, talvez porque já estávamos aquecidos, foi até mais animado do que o perdido.
No ano passado, num super estúdio da TV Globo, com treze câmeras digitais rodando simultaneamente, gravamos uma hora de entrevista com Roberto Carlos e Caetano Veloso, tudo muito informal, cantarolando músicas, como uma reunião de velhos amigos. Mas, surpresa: só uma câmera havia gravado. O diretor Roberto Talma manteve a calma, Caetano e Roberto, em silêncio, voltaram para os camarins, meia hora depois recomeçamos. E saiu melhor do que a primeira".

Fonte: sintoniafina.uol.com.br