domingo, 31 de maio de 2009

TU TU TU TUPI - Hélio Ziskind

Tu Tu Tu Tu
Tu Tupi

Todo mundo tem
um pouco de índio
dentro de si
dentro de si

Todo mundo fala
língua de índio
Tupi Guarani
Tupi Guarani

E o velho cacique já dizia
tem coisas que a gente sabe
e não sabe que sabia

e ô e ô

O índio andou pelo Brasil
deu nome pra tudo que ele viu
Se o índio deu nome, tá dado!
Se o índio falou, tá falado!
Se o índio chacoalhou
tá chacoalhado!
e ô e ô

Chacoalha o chocalho
Chacoalha o chocalho
vamos chacoalhar
vamos chacoalhar
Chacoalha o chocalho
Chacoalha o chocalho
que índio vai falar:

Jabuticaba Caju Maracujá
Pipoca Mandioca Abacaxi
é tudo tupi
tupi guarani

Tamanduá Urubu Jaburu
Jararaca Jibóia
Tatu
Tu Tu Tu
é tudo tupi
tupi guarani

Arara Tucano Araponga Piranha
Perereca Sagüi Jabuti Jacaré
Jacaré Jacaré
quem sabe o que é que é?
- ...aquele que olha de lado...
é ou não é?

Se o índio falou tá falado
se o índio chacoalhou
tá chacoalhado
e ô e ô

Maranhão Maceió
Macapá Marajó
Paraná Paraíba
Pernambuco Piauí
Jundiaí Morumbi Curitiba Parati
É tudo tupi
Butantã Tremembé Tatuapé
Tatuapé Tatuapé
quem sabe o que é que é?
- ...caminho do Tatu...

Tu Tu Tu Tu
Todo mundo tem...

PARA TOMAR CONHECIMENTO, FAVOR LER SEM JULGAR - A devolução de crianças adotadas

Agosto 31, 2008 por Rosane

Psicanalista defende que, apesar de delicado, o assunto precisa ser discutido. Compreender e aceitar os conflitos existentes na relação entre pais e filhos é o primeiro passo para contornar as devoluções.

A devolução de crianças adotadas é um tema bastante delicado e pouco comentado. Mas ele é mais freqüente do que se imagina. Para isso, a psicanalista Maria Luiza Ghirardi investigou o assunto em uma dissertação de mestrado pelo Instituto de Psicologia da USP com o objetivo de apontar algumas dificuldades encontradas pelos pais adotantes. Para ela, entender os chamados fatores de risco é uma ajuda para contornar as devoluções.Com experiência de 13 anos na área e após entrevistas com pais e mães que adotaram, a psicanalista concluiu que um dos principais fatores envolvidos, e que precisa ser refletido, é a hipervalorização da paternidade. A sociedade contemporânea tende a idealizar a relação entre pais e filhos, acreditando que tudo será impecável e não haverá conflitos. “Os pais pensam que apenas o amor basta, mas não é bem assim. As dificuldades estão sempre presentes em nossas relações, seja no contexto da adoção ou não”, diz a psicanalista. Portanto, falar mais sobre o tema é uma das alternativas para compreender os sentimentos que levam os pais adotivos a desejarem devolver as crianças. “Os conflitos também existem entre pais e filhos biológicos. Ao falar sobre as dificuldades, podemos encontrar caminhos e alternativas para situações que, muitas vezes, são vividas no isolamento e na solidão. Muitos acreditam que, ao deixar de falar sobre as dificuldades, elas deixarão de existir”, afirma Maria Luiza. Ou seja, ao aceitar os problemas, os pais se sentem mais livres para buscar ajuda, seja com psicólogos ou técnicos judiciários.

O objetivo de Maria Luiza, inclusive, é auxiliar esses profissionais a preparar os pais sobre o que realmente significa a adoção – que deve ser considerada um processo irrevogável. Para isso, é importante acolher as dúvidas deles, que geralmente iniciam o processo angustiados, por terem tentado um filho biológico e não conseguirem. “A adoção possibilita a experiência da paternidade, mas ao mesmo tempo, lembra aos pais o porquê de não terem filhos biológicos. É uma dualidade constante. Para que a criança seja efetivamente assumida, é necessário, ao mesmo tempo, lembrar e esquecer dessa questão, e nunca usar a origem da criança em momentos de conflito”, explica. Com esse acompanhamento próximo, é mais fácil evitar as devoluções, caracterizadas como sofrimento tanto para os pais quanto para as crianças.

Outro fator de risco é a demora no processo de destituição do poder familiar. Até que a criança seja completamente desvinculada de seus pais biológicos, os pais adotivos podem se sentir inseguros. “Eles podem ter receio de se ‘apegar’ à criança ou de que logo ela precise voltar para a família biológica”, diz. Um novo projeto de lei em tramitação busca diminuir o tempo de espera pela destituição, tornando o processo de adoção mais rápido e menos burocrático.

Atualmente, a Justiça permite a devolução apenas em casos de rejeição muito intensa, uma vez que a prioridade é manter a criança na família adotiva. A psicóloga também afirma que a própria criança pode não se adaptar. Mas é possível que, em alguma situação, a devolução seja a melhor saída? Maria Luiza acredita que sim. “Para a criança, pode ser melhor retornar à situação anterior do que permanecer com uma família que a rejeita, quando os conflitos atingem um nível insustentável”, diz. No entanto, para que essa rejeição seja realmente definida, é preciso uma análise cuidadosa por parte do Judiciário e é muito importante a ajuda de um psicólogo.

Fonte: Crescer

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fonte: esta postagem foi integralmente "colada" do blog diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/

BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS

"Flora era como a madrugada.
Trazia no corpo da noite somada ao brilho do dia.
Era ônix molhado com a claridade do sol. Sua maneira de viver era estar entre o plantio e a colheita. Passava os dias escutando o sol, entre nuvens, para nas noites dialogar com a lua, entre estrelas. E para melhor escutar, Flora restava sempre em silêncio. Assim sendo, Flora era medianeira entre a penumbra e o mistério".



Esta é a página inicial do livro Flora do admirável e poético escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós. Sou uma leitora voraz de seus livros e hoje a tarde estive relendo este que eu indico com muita segurança

sábado, 30 de maio de 2009

SÚPLICA DE CRIANÇA - Meimei


Senhor ...

Disseram os homens que me queriam tanto,
mas ao atingir-lhes a casa, não dialogaram
comigo, segundo as minhas necessidades.
Quase todos me ofereceram um berço enfeitado,
mas poucos me deram o coração.
Afirmam que devo procurar a felicidade,
entretanto, não sei como fazer isso, se os
vejo a quase todos sofrendo e rebelando-se
por não aceitarem as disciplinas da vida.
Escuto-lhes as lições de paz, contudo,
acompanho-lhes as rixas em vista de estarem
sempre exigindo o maior quinhão de recursos
da Terra. Recomendam-me buscar a alegria, mas,
muitas vezes, observo que esta misturado de
lágrimas o leite que me estendem. Erguem
palácios para mim, no entanto, entre as
paredes dessas mansões coloridas e belas,
renovam, a cada dia, reclamações e queixas
que não sei compreender, nem registrar.
Explicam que preciso praticar o perdão e ,
ao mesmo tempo, muitos me mostram como
exercitar a vingança.

Senhor !...
Que será de mim, neste grande mundo que
construíste entre as estrelas, sempre
adornado de flores e aquecido pelo Sol, se
os homens me abandonarem ?
Faze que eles reconheçam que dependo deles
como o fruto depende da arvore. E, tanto
quanto seja possível, dizer-lhes, Senhor,
que terei comigo apenas o que me derem e
que posso ser, enquanto estiver aqui,
unicamente o que eles são.

ASSIM NÃO DÁ!!!

A humilhação da pequena Maísa e a rápida reação mostram que há avanços no combate à baixaria. *Por Phydia de Athayde

Enquanto o SBT provavelmente comemorava a manutenção da audiência de seu programa dominical, média de 8,52 pontos mesmo com a proibição da participação da garotinha Maísa, a Procuradoria da República assinava um protocolo de cooperação com a campanha Quem Financia a Baixaria É Contra a Cidadania. Um episódio não é consequência direta do outro, mas ambos estão ligados e são importantes para mostrar como a sociedade brasileira tem reagido ao que vem da televisão.

Antes de ter a licença para participar do programa de Silvio Santos cassada, Maísa foi vítima de escárnio, humilhação e assédio moral perpetrados por aquele a quem carinhosa e debochadamente chama de “patrão”.

O Ministério Público do Trabalho move uma ação civil pública contra o SBT com base na proibição legal do trabalho para menores de 14 anos (exceto quando aprendiz) e por dano moral coletivo. Também pede multa de 1 milhão de reais a título de indenização, a serem revertidos para o Fundo de Amparo ao Trabalhador.

“O glamour e a exposição em comunicação escamoteiam o trabalho infantil”, diz Carlos Ely, gerente de Mobilização da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi). Ele questiona os efeitos da superexposição no intelecto da criança, mas é contra medidas extremadas. “Não é para tirar todas as crianças da tevê. É preciso resguardar todos os cuidados possíveis.”

No caso Maísa, evidentemente, faltou cuidado. Tanto as gracinhas quanto as lágrimas e gritos de horror da menina espalharam-se pela internet, fazendo dela um fenômeno da convergência digital. Mas as reações ao episódio, da opinião pública e da Justiça, devem ser vistas dentro de um processo de combate à baixaria na tevê, que começou cerca de dez anos atrás. Nesse meio-tempo, a conquista da classificação indicativa também ajudou a tornar mais claros os limites da televisão.

“O País amadureceu. Ainda que de forma precária, saímos de uma paralisação em relação à mídia e conteúdo. Não concordo que a baixaria seja algo que vai e volta. Ela tem diminuído. Graças a mecanismos legais que não existem por boa vontade, mas por pressão social. Hoje não se aceita mais qualquer lixo”, diz Ricardo Moretzsohn, representante do Conselho Federal de Psicologia na coordenação da Campanha Contra a Baixaria. Formada em 2002, a iniciativa da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados conta com o apoio de dezenas de entidades civis e é uma referência.

Qualquer cidadão pode acessar o site e denunciar conteúdo impróprio na televisão. Anos atrás, o programa Tarde Quente, de João Kleber, ficou famoso por bater sucessivos recordes de denúncias, especialmente de apelo sexual e incitação à violência, e recebeu liminares da Justiça até ser tirado do ar em definitivo, em 2005, por determinação do Ministério Público Federal. Kleber foi dispensado e alegou sofrer censura. Ainda que tenha concorrência (em graus diferentes) de Ratinho, Márcia Goldsmith, Sérgio Mallandro, Gugu Liberato, Faustão, Datena e outros, João Kleber entra para a história da televisão brasileira como o rei da baixaria.

Mesmo sem Kleber, as denúncias à campanha continuaram e hoje, não à toa, acumulam-se mais de 30 mil delas, contabilizadas a cada semestre. A partir de agora, graças ao recém-assinado protocolo de cooperação, um grupo de procuradores receberá diretamente as denúncias, encurtando o caminho entre a reclamação e uma possível ação judicial, até porque nem todas as baixarias têm efeito viral como as protagonizadas por Maísa.

“Esse é apenas mais um exemplo concreto da irresponsabilidade das empresas que recebem concessões públicas e as utilizam em razão de seus interesses comerciais”, critica o professor da USP Laurindo Leal Filho, ouvidor-geral da Empresa Brasil de Comunicação, que engloba a TV Brasil. Ele lamenta a ausência de um órgão regulador independente, capaz de monitorar e coibir os excessos da televisão. “O Ministério Público é, hoje, o único canal para colocar limites no uso sem critério das concessões públicas.”

O mero questionamento de como as empresas que recebem o direito de difundir programação televisiva se comportam é uma novidade. Apenas em novembro do ano passado aconteceu, pela primeira vez, uma audiência pública no Congresso para expor irregularidades cometidas pelas concessionárias, da exploração da outorga ao conteúdo. “Descobrimos que hoje há muito mais entidades monitorando a mídia e reivindicando que o conteúdo se justifique na renovação da concessão”, diz Beatriz Barbosa, do Coletivo Intervozes, que defende a democratização da comunicação.

Outra novidade será a I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), marcada para dezembro, considerada emblemática para quem acompanha o tema. Na listagem de quais itens seriam discutidos (decididos pelo governo, empresas e sociedade civil), representantes das empresas de comunicação chegaram a pedir que o tema “conteúdo” ficasse de fora, o que foi negado. “O debate de conteúdo é a principal ponte, pois interessa a todos os movimentos sociais. O que se chamava baixaria eram, na verdade, as tevês, enquanto concessões públicas, violando direitos”, enxerga Beatriz.

O caso Maísa não terminou. O conselho tutelar de São José dos Campos (SP), onde a menina vive, a entrevistou e à família e avaliou que ela está bem, mas deve ter acompanhamento psicológico. Por sua vez, a Justiça avisa que, caso volte a passar por situações constrangedoras, o programa será reclassificado para maiores de 12 anos, exibido apenas após as 8 da noite.

“Ela não deixa de ser uma criança. É uma infância perdida e haverá um preço a ser pago, especialmente se ela for para o ostracismo”, alerta Moretzsohn. “Crianças não devem ser assediadas de maneira alguma, seja sexual, moral, por propaganda ou para alavancar audiência”, diz o psicólogo.

“No cenário internacional, vemos que a proteção dos direitos humanos é uma obrigação de toda a sociedade, inclusive das empresas de comunicação”, diz Guilherme Canela, coordenador do setor de comunicação da Unesco no Brasil. “Em relação à criança, a convenção da ONU e o ECA pregam que ela é um ser humano em situação especial de desenvolvimento. A preocupação com a comunicação social deve ser redobrada.”

FONTE: CARTA CAPITAL
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fonte: esta postagem foi integralmente "colada" do blog diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/

INTERROGAÇÃO???



Papai, o que é Páscoa?

-Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!

-Igual ao Natal?

-É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na
Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressureição.

-Ressurreição?

-É, ressurreição. Marta , vem cá !

-Sim?

-Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.

-Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi
o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado.
Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu ?

-Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?

-O que é isso menino?

Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu!
Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode
crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até
parece que não lhe demos uma educação cristã ! Já pensou se ele solta
uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe ! Amanhã mesmo vou
matricular esse moleque no catecismo!

-Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus ?

-É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no
catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

-O Espírito Santo também é Deus?

-É sim.

-E Minas Gerais?

-Sacrilégio!!!

-É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?

-Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é
Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe
entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora
explica tudinho!

-Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa ?

-Eu sei lá ! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de
presente ele traz ovinhos.

-Coelho bota ovo ?

-Chega ! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais !

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa ?

-Era... era melhor,sim..... ou então urubu.

-Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né ?

-Que dia ele morreu ?

-Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.

-Que dia e que mês?

- (???)

Sabe que eu nunca pensei nisso ? Eu só aprendi que ele morreu na
Sexta-feira Santa e ressucitou três dias depois, no Sabado de Aleluia.

-Um dia depois!

-Não três dias depois.

-Então morreu na Quarta-feira.

-Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de
Cinzas ? Ah, garoto, vê se não me confunde !

Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como?
Pergunte à sua professora de catecismo!

-Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua ?

-É que hoje é Sabado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do
Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

-O Judas traiu Jesus no Sábado ?

-Claro que não ! Se Jesus morreu na Sexta !!!

-Então por que eles não malham o Judas no dia certo ?

-Ui...

-Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

-Cristo. Jesus Cristo.

-Só ?

-Que eu saiba sim, por quê?

-Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo
Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não
acha?

-Ai coitada!

-Coitada de quem?

-Da sua professora de catecismo!

Luiz Fernando Veríssimo

quinta-feira, 28 de maio de 2009

EVELYN A. ZAYDEN

" A água é a música que a terra toca.
Por onde passa toca as cordas da vida.
Seu movimento contínuo é finito.

Se não cuidarmos do seu leito,
a terra engole, o sol seca, a morte instala-se.
E nada da vida permanece."

FILHOTE DO FILHOTE


Moro numa linda bola azul
Que flutua pelo espaço
Tem floresta e bicho pra chuchu
Cachoeira, rio, riacho

Acho que é um barato
Andar no mato
Vendo o verde
Ouvindo o rock'n'roll e o sapo ensaiando

De manhã cedinho
Os passarinhos dão 'bom-dia' pro sol
Cantando

Terra, Leste, Oeste, Norte, Sul
Natureza caprichosa
Tem macado de bumbum azul
Tem o boto cor-de-rosa
Árvores, baleias, elefantes, curumins
E o mundo inteiro está com a gente vibrando
A nossa torcida pela vida a gente vai conseguir cantando

Cuida do jardim pra mim
Deixe a terra florescer
Pensa no filhote do filhote
Que ainda vai nascer

Moro numa linda bola azul
Que flutua pelo espaço
Tem floresta e bicho pra chuchu
Cachoeira, rio, riacho

Acho que é um barato
Andar no mato
Vendo o verde
Ouvindo o rock'n'roll e o sapo ensaiando

De manhã cedinho
Os passarinhos dão 'bom-dia' pro sol
Cantando

Este é o meu filhote abraçando e protegendo sua linda bola azul que flutua pelo espacio (como diz ele)

E BOM LEMBRAR...


Constituição Federal

Capítulo VI
Do Meio Ambiente

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:

I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;

II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;

III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;

IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;

V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

§ 2º - Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.

§ 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

§ 4º - A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

§ 5º - São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.

§ 6º - As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas.

SESSÃO NOSTALGIA

Gosto muito de música, recebi esta diga em um e.mail e estou repassando.
Que música estava tocando no ano que você nasceu?

100 musicas (DVD) mais ouvidas de 1904 até 2003
www.planetarei.com.br/100anos/index.htm

quarta-feira, 27 de maio de 2009

MEU PROTETOR


"Vem lá do infinito me amar
Em meio ao silêncio
E pelo meu caminho se faz
Amigo presente

Que Jesus te encha de amor
E luz
Possa eu
Acompanhar teus passos
Pois entre seus braços
Me sinto Feliz"


Não conheço o autor desta canção
. Ainda bem, acredito eu, que está destinado a cada um de nós, um amigo mais evoluído que cuida de nos cuidar. Muitas vezes sinto a sua presença seja me reconfortando, fortificando, intuindo. Ai de mim se não pudesse contar nos momentos mais delicados da minha vida, com este amigo maior a me conduzir por estas searas! Obrigada pelo cuidado, pelo carinho, pela compaixão, pelo colo, pela disponibilidade e leveza com que me ajuda a conduzir meus dias. Privilegiada eu sou de ter a oportunidade da convivência neste planeta, neste país, nesta família. Que eu possa fazer juz ao que recebo e que possa ainda saber contribuir de alguma forma para a paz e harmonia, que assim seja.

A PAZ DO MEU AMOR- Luiz Vieira


Você é isso,
Uma beleza imensa.
Toda recompensa
de um amor sem fim.

Você é isso,
uma nuvem calma
no céu de minh'alma.
É ternura em mim.

Você é isso,
estrela matutina,
luz que descortina
um mundo encantador.

Você é isso,
parto de ternura,
lágrima que é pura,
paz do meu amor!

RECEITA DE SAGU

O amido de mandioca aquecido transforma-se numa goma que, depois de passar por um processo de secagem toma forma irregular ou granulada. A irregular é chamada de tapioca. A granulada é conhecida como sagu que, além de dar um bom mingau com leite, transforma-se em saborosas sobremesas, quando misturado ao vinho, chocolate ou suco de frutas

Ingredientes:
1 litro de água
500 ml de vinho tinto
1 canela em pau
Cravos da índia (6 no máximo)
1 xícara de chá de sagu
1 xícara de chá de açúcar (aproximadamente)

Creme
500 ml de leite
6 gemas
1 xícara de chá de açúcar
Raspas de 1 fava de baunilha

Preparo:

Sagu
Junte o sagu com água fria e vá mexendo sempre até começar ferver e as bolinhas ficarem boa parte transparentes (apenas brancas no centro).
Acrescente o vinho tinto com o açúcar e ferva mais um pouco, mexendo de vez em quando para não grudar.
O processo de cozimento é um pouco lento e exige paciência pois, se cozinhar pouco fica com bolinhas duras no centro, e se cozinhar demais, acaba ficando líquido. Normalmente chega no ponto certo, quando as bolinhas ficam cerca de 90% transparente.
Desligue a panela, deixando um pouco na panela, mesmo desligado, o calor faz com que as poucas bolinhas que ficarem com o centro branco amoleçam.
Mexa de vez em quando para que o sagu não grude no fundo da panela.
Se o líquido começar a secar e o sagu ainda não estiver macio e transparente, junte um pouco mais de água fervente. Assim que o sagu estiver pronto, despeje no prato de servir, deixe esfriar e leve à geladeira.

Creme
Em uma panela funda, leve ao fogo o leite e a fava de baunilha.
Enquanto isso, em uma tigela, misture com um batedor de arame as gemas e o açúcar.
Assim que o leite ferver, despeje-o leite sobre as gemas e misture.
Volte o leite com as gemas ao fogo, mexendo sem parar até engrossar um pouquinho (a espuma da superfície irá desaparecer e o creme cobrirá o dorso da colher).
Clique aqui e veja a técnica.
Retire do fogo assim que atingir o ponto, pois é fundamental não deixar ferver.
Passe imediatamente pela peneira, sobre tigela limpa, e resfrie o mais rápido possível. Leve à geladeira até o momento de servir.
Sirva o sagu acompanhado do creme inglês.

Use bastante líquido para cozinhar o sagu.
A consistência quente é mole, porém ao gelar o sagu fica firme.
Este prato deve ser preparado com 1 dia de antecedência.
Para o sagu ficar transparente e soltinho não cozinhe o sagu até ficar transparente, pois o sagu fica estufado e grudento.
Tem quem prefira, quando as bolinhas brancas do sagu desaparecerem, acrescentar o açúcar e desligar.
Faça a mesma receita utilizando suco de frutas (tangerina, laranja, maracujá). Pode acrescentar 1 colher (sobremesa) de maizena (amido de milho).
Sagu de chocolate:
Ferva a água, coloque o sagu, mexa + ou - de 5 em 5 minutos durante uma hora, deixe de molho durante toda a noite.
No dia seguinte lave numa peneira grande para tirar a "gordura".
Ferva o leite com chocolate em pó (não use achocolatado , ele deixa a impressão de ter areia) e leite condensado.
Junte o sagu já lavado e deixe até perceber que vai ferver.
Desligue e deixe esfriar.

terça-feira, 26 de maio de 2009

DOM HÉLDER CÂMARA


“Missão é partir, sair de si, quebrar a crosta de egoísmo que nos fecha no nosso eu...
Missão é sempre partir, mas não devorar quilômetros.
É abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los.
E se, para descobri-los e encontrá-los é preciso atravessar os mares e
voar lá nos céus, então missão é partir até os confins do mundo”

VOCÊ TAMBÉM É RESPONSÁVEL/ Dom e Ravel



Eu venho de campos, subúrbios e vilas,
Sonhando e cantando, chorando nas filas,
Seguindo a corrente sem participar,
Me falta a semente do ler e contar

Eu sou brasileiro anseio um lugar,
Suplico que parem, prá ouvir meu cantar

Você também é responsável,
Então me ensine a escrever,
Eu tenho a minha mão domável,
Eu sinto a sede do saber

Eu venho de campos, tão ricos tão lindos,
Cantando e chamando, são todos bem vindos
A nação merece maior dimensão,
Marchemos prá luta, de lápis na mão

Eu sou brasileiro, anseio um lugar,
Suplico que parem, prá ouvir meu cantar

SOBRE A EDUCAÇÃO


" A educação torna um povo fácil de guiar, mas difícil de dirigir, fácil de governar, mas, impossível de escravizar".


Henry P.Brougham

segunda-feira, 25 de maio de 2009

BRASILEIRINHOS DESAPARECIDOS



No Brasil não existem dados oficiais que determinem a quantidade de crianças e adolescentes desaparecidos anualmente, contudo, dos casos registrados, um percentual de 10 a 15% permanecem sem solução por um longo período de tempo, e, às vezes, jamais são resolvidos. Visando dar visibilidade a esta problemática a Secretaria Especial de Direitos Humanos, desde 2002, constituiu uma rede nacional de identificação e localização de crianças e adolescentes desaparecidos, com o objetivo de criar e articular serviços especializados de atendimento ao público e coordenar um esforço coletivo e de âmbito nacional para busca e localização dos desaparecidos. Hoje temos cadastrados no site da ReDesap 1.247 casos de crianças e adolescentes desaparecidos no país. Desde sua criação já foram solucionados 725 casos, sendo que se constatou que uma das causas mais comuns de desaparecimento é a fuga do lar por conflito familiar.
O cadastramento dos casos é realizado pelas agências executoras da rede, composto por 45 entidades em todo o território nacional, sendo a grande maioria delas Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente.

SITES OFICIAIS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DESAPARECIDOS

Ministério da Justiça: http://www.desaparecidos.mj.gov.br/

Crianças desaparecidas em SP: http://www.policia-civ.sp.gov.br/desap/desap_lista.asp?tipo=1&pagenumber=1

Crianças desaparecidas – RJ: http://www.fia.rj.gov.br/SOS.htm

Minas Gerais: http://www.desaparecidos.mg.gov.br/

Paraná: http://www.pr.gov.br/policiacivil/sicride/criancas_desaparecidas.htm

Rio Grande do Sul: http://www.desaparecidos.rs.gov.br/

Goiânia-GO: http://www.goiania.go.gov.br/html/sosdesaparecidas/sos.htm

O número nacional para informações sobre crianças desaparecidas é o DISQUE 100.

25 DE MAIO - DIA NACIONAL DA ADOÇÃO




domingo, 24 de maio de 2009

FILHOS NÃO SÃO RECICLÁVEIS - Déa Januzzi


“Fala-se tanto da necessidade de deixarmos um planeta melhor para nossos filhos, quando deveríamos nos ocupar em deixar filhos melhores para nosso planeta.” A frase, de autor desconhecido, incomodou tanto que a mãe ficou se perguntando: de que filhos o mundo precisa? Com certeza ,não mais de super-homens que vão nos salvar de nós mesmos, do caos externo e, pior ainda, do interno, da nossa normose, como denominou o pensador Jean-Yves Leloup, para explicar a doença da normalidade, caracterizada pela adaptação a um sistema dominantemente patológico e corrupto e pela estagnação evolutiva. “O normótico é aquela pessoa que não escuta , que pensa só em si, que não se dá conta de que tudo está ligado a tudo; que pára num semáforo, vê um bando de crianças miseráveis e acha que isso não tem nada a ver com ele. O normótico não se preocupa quando ouve falar de problemas atmosféricos, como o El Niño. Nunca assume a responsabilidade.” Como dizia Jung: “Só aspira à normalidade o medíocre”.
A mãe ficou pensando que filhos não são recicláveis e não podem ser jogados no lixo como garrafas PET. Mas que filhos são ecologicamente corretos. A natureza deles é de folhas verdes. Muitos têm raízes fortes, outros caminham pelo terreno movediço da falta de oportunidades. Os filhos pertencem às florestas, às cachoeiras, aos rios, às profundezas do mar. São seres em construção, que precisam de terra fértil, de vento, de água, de sol para crescerem saudáveis. Filhos levam anos para se decomporem meio à sujeira do mundo adulto, que não tem mais credenciais ou bons exemplos a oferecer aos jovens em formação. Um mundo adulto que não cumpriu suas promessas, que devastou as matas da esperança, que danificou o DNA da vida, que não escutou o murmúrio da floresta, os devas que moram nas árvores. De que filhos o mundo precisa? Não mais de técnicos, mas de pensadores que possam imaginar um novo mundo, aguçar o pensamento crítico ,rever os preconceitos de todos os tipos que contaminam a atitude dos jovens. Como disse a educadora Arminda Mata Machado: “Nossos filhos precisam estudar e conhecer a fundo as questões contemporâneas, aprender a pesquisar, a buscar respostas, a não se contentar com meias verdades, a conviver lado a lado com os semelhantes, a respeitar as diferenças de pensamento, cor, sexo, religião; e aprender a incluir e não a segregar, a desenvolver a criatividade, a valorizar a arte, a inventividade”. Essa é a única receita para deixar filhos melhores para o planeta.
A tarefa não é nada fácil para pais e educadores, que têm que conviver com afirmações constantes de aprender a competir, da preparação para o mercado de trabalho ou ainda do valor
fundamental da informação. “É duro, mas devemos continuar reafirmando que nada disso existe, que não passam de frases que mascaram uma realidade econômica que pode e deve ser reformulada, que os seres humanos necessitam, ao contrário, comportar-se cooperativamente e viverem em busca da concretização de um mundo mais estável e pacífico, mais equilibrado. Mas é desse tipo de sonho que a educação se nutre. Esse é o tipo de educação que todos os alunos
devem receber, sejam eles ricos, pobres, remediados, das escolas públicas ou privadas. Fora desse sonho, não há educação. Apenas treinamento”, ensina Arminda. Que filhos vamos deixar para o planeta? Se não limparmos as ervas daninhas do caminho, se não adubarmos o caráter deles com valores menos materialistas e consumistas? Senão abrirmos os braços e dermos sombra para que eles possam crescer sem devastação, sem queimar seus sonhos e projetos de vida? Que mundo é esse que vamos deixar para nossos filhos? De almas desertas, de corações congelados, assépticos?
A mãe acha que uma atitude não existe sem a outra. Deixar um planeta melhor para nossos filhos é devolver a centelha divina a eles. É dar o altar para que eles possam pôr as melhores oferendas cultivadas pelo mundo adulto.Com um planeta melhor, os filhos terão o mesmo viço, a mesma vitalidade e energia das matas intactas, porque filhos não são recicláveis. Não podem ser jogados fora no meio de um planeta sem vida."

Fonte: Jornal Estado de Minas

AUTO CONHECIMENTO


Só tememos o que desconhecemos. O autoconhecimento requer um constante exercício, no reino do pensamento reflexivo, sobre as sensações externas e internas. Viver uma vida sem reflexão é como escutar uma música sem melodia.


O auto conhecimento é a capacidade inata que nos permite perceber, de forma gradativa, tudo que necessitamos transformar. Ao mesmo tempo amplia a consciência sobre nossos potenciais adormecidos, a fim de que possamos vir a ser aquilo que somos em essência.

"O auto conhecimento nos dá a habilidade de saber como e onde agem nossos pontos frágeis e até a quem atribuímos nossas emoções e sentimentos, facilitando-nos compreender melhor os que nos rodeiam. Caminhar no processo do autoconhecimento significa desenvolver gradativamente o respeito aos nossos semelhantes, impedindo que façamos projeções triviais e levianas de nossas deficiências nos outros..."


Fonte: Os prazeres da alma - Francisco do Espírito Santo Neto ditado por Hammed