quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
NOVO ANO
mais do que uma mudança no calendário,
que venha com mudanças reais,
que haja renovação dos sonhos,
que a sua determinação não se acabe em
por isso, para não haver frustração,
em resolver um problema de cada vez,
eliminar um vício por vez,
viver um amor de cada vez,
comer para viver e deixar de
beber para comemorar e não
ler um livro por puro prazer e
viajar pela vida,
visitar os amigos,
conhecer novos lugares,
poupar algum dinheiro,
fazer amizade, evitar intrigas,
acreditar mais em si mesmo,
estudar sempre,
divertir-se sempre que possível,
relaxar todos os dias,
praticar um esporte, mexa-se.
que há tempo para tudo debaixo do sol,
tempo para construir algo novo a cada dia.
Dividindo seu tempo com sabedoria,
reservando a maior parte dele para você,
poderá atender ao próximo,
para simplesmente ser "novo" de verdade,
e viver simplesmente a felicidade.
Feliz 2010 "novo"!
Paulo Roberto Gaefke
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
REFLEXÃO
Senhor obrigado pela vida e pelo amor, pelas flores, pela alegria e pela dor, pelo o que foi possível e pelo o que não foi.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
FELIZ NATAL E BOM 2010!

A vida traz surpresas e, nem sempre agradáveis.
Este ano foi difícil, sofrido mas cheio de aprendizados.
Não sei se estarei fora do meu blog por um dia, por um período curto de tempo ou longo, então quero deixar a todos que aqui passam os olhos meus agradecimentos sinceros, muita tranquilidade e sabedoria.
" Bênçãos fluem com abundância do seu ser mais íntimo
para o mundo exterior e de volta do mundo exterior para
o seu ser mais íntimo.
O nascimento de Cristo celebra e simboliza o
nascimento, não apenas de uma entidade, de um ser
humano, mas de novas expressões, de novas maneiras
de expressar Deus em vida, o nascimento de novos níveis
de consciência."
Felicidades
Pathwork 239
CAÇADOR DE MIM - Luís Carlos Sá / Sérgio Magrão

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
ANTES QUE O NATAL CHEGUE ! - Déa Januzzi

Enquanto monto a árvore de Natal, com a ajuda imprescindível de Kátia, minha irmã, refaço o caminho. Só ela sabe montar uma árvore de Natal, tarefa que sempre exerceu com o maior prazer. Todos os anos era Kátia que montava a árvore dela, a minha e a da nossa mãe. Fazia com o maior gosto e prazer, mas, desta vez, nós duas demoramos mais tempo do que o normal para decidir se teria árvore ou não, se não era melhor deixar o lugar vazio, para marcar a falta.
Desta vez, foi mais difícil do que em outros natais, pois ainda dói lembrar que será o segundo Natal sem Amélia, sem a ceia, a família reunida. Cada um deve comemorar o Natal no seu canto, afinal, a base se partiu. E não é que procuro em cima do armário o pé da árvore de Natal e não o acho? Ponho tudo para fora e reparo no cheiro de mofo que contamina tudo, inclusive a minha vontade.
Do alto da escada percebo rachaduras na parede e também dentro de mim. Onde estará a base da árvore que não sustenta mais o nosso Natal? Será que não é preciso rever meu próprio Natal? Enquanto procuro a base da árvore, encontro o Menino Jesus, Maria e São José enrolados num jornal e desembrulho lembranças de Amélia, afinal, as imagens do presépio eram dela e penso: será que faço um outro Natal? Limpo as imagens e repenso em quantas filhas estarão passando mais um Natal sem a mãe, pai ou filhos que partiram nesta época tão imprópria para morrer.
Enquanto penso, encontro a base da árvore, depois os galhos, as bolas douradas, as estrelas, os anjos e os laços, mas não vejo o brilho próprio do Natal dentro de mim. Desço com tudo e espero Kátia chegar. A campainha toca e abro a porta para reencontrar o espírito de irmandade.
Juntas, montamos a árvore em silêncio, mas uma voz diz: “Que árvore linda, filha!”. É a voz de Amélia, que aprova cada detalhe. É o sinal de que os anjos da árvore estão vivos dentro de nós e a gente sente o cheiro da leitoa à pururuca, que vinha de Sete Lagoas. Tento afugentar perfumes e sabores de um tempo que não vai voltar mais, me convencer de que um Natal com clima quente não precisa de alimento tão calórico. Tento imaginar um Natal mais leve, mas o peso das lembranças me faz devorar a mais tradicional ceia de Natal, ao jeito da família. Não há nada mais indigesto do que família, um prato difícil de engolir, mas a gente sente falta, mesmo quando transborda e não chega ao ponto certo, mesmo que desande na panela das emoções.
Quando não há mais família nem a possibilidade de um Natal como os de antes, a gente sente falta até das brigas, das caras amarradas numa noite que deveria ser só de alimento para a alma. Há convites para passar o Natal em outras casas, mas o pisca-pisca da árvore diz que não, que é preciso viver até o fim a solidão deixada por ela, a melancolia deste Natal.
É preciso acender outras luzes, mesmo que elas não iluminem mais a família original. Não há mais chance de juntar os pedaços de cada um. Não há cola que aguente pegar tantos cacos espalhados por bairros e corações distantes. Não há ingredientes suficientes para esse prato difícil de preparar, que é a família. Um caldeirão que só as mães sábias conseguem mexer e destrinchar.
Percebo que faltam galhos na minha árvore genealógica, mesmo que depois de tudo encontre outras pessoas que adornem a minha vida, como Marco Aurélio e Beatriz, em Barão de Cocais, que sempre me recebem de braços abertos e que me lembram o modo certo de manter uma família unida, com seis filhos, namoradas, netos e aconchego, além de muita harmonia. E que ainda tem espaço para abrigar o pai, avô e sogro de 95 anos. Mesmo que nessa casa em Barão de Cocais ainda haja um lugar para um pai idoso. Mesmo que em Sete Lagoas eu ainda encontre um sinal de família, o sentido do Natal hoje é outro.
Enquanto a árvore não fica pronta, me enlaço de fitas e me curvo diante da saudade, mas há um Menino Jesus me olhando da manjedoura. Há um repicar de sinos dentro de mim, a lembrar que o Natal está chegando e que ainda não decidi para onde vou. Acho que neste Natal vou procurar os próprios galhos, replantar a minha árvore que há um ano está sem suas raízes, balançando ao vento. Vou cuidar de fincá-la outra vez em terra firme, mesmo que seja preciso outras mudas, vou limpar o terreno em volta, enxertá-lo com outras raízes e, quem sabe, nos próximos natais esteja inteira outra vez e dê sombra para mim mesma!
sábado, 12 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
INÍCIO DO DIA, NÍVER NA ESCOLA
TRIBUTO A VOVÓ
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A RUA - Mássimo Pirfo
OS BENEFÍCIOS DA ORAÇÃO

Padre Eustáquio/ Psicografado por Chico Xavier
Dentre os inúmeros benefícios da oração, a palavra do Mensageiro de Luz, que na última encarnação prodigalizou inúmeras curas, destaca a ocorrência da transfusão de energias espirituais que se dá no momento da prece. Equivalente ao processo de transfusão sanguínea, nós recebemos, no instante da oração, o que o Benfeitor chama de "plasma espiritual".
No plasma sanguíneo se encontram os glóbulos vermelhos, e o volume abaixo do normal desses glóbulos pode levar uma pessoa a ter anemia. Poderemos assim concluir que, no plasma espiritual, também encontramos substâncias que irão aumentar reservas de forças energéticas para superarmos nosso padecimentos. Guardadas as devidas proporções, poderíamos afirmar que a prece é um poderoso suplemento vitamínico.
As dificuldades do dia-a-dia acostumam operar um desgaste de nossas energias.
A preocupação, o medo, a aflição, a ansiedade e o desespero são como grandes válvulas por onde nossas reservas de força costumam se desvanecer. Ocorre uma espécie de "hemorragia magnética". Isso explica o motivo pelo qual nos sentimos abatidos e desanimados quando enfrentamos uma determinada situação mais estressante. Vejamos como uma pessoa chega a envelhecer depois de atravessar uma fase de provações. Até os cabelos embranquecem, quando não caem. Perda de energia vital que a prece poderia repor.
A oração é o posto de abastecimento de nossas energias. É o momento de renovação de nossas forças. É o instante em que Deus fala conosco e nos supre dos nutrientes espirituais necessários ao nosso revigoramento. Quem ora é mais forte, quem ora é mais sábio, quem ora está mais perto de Deus, e, portanto, mais perto de equacionar seus padecimentos.
Que tal você deixar que o Pai lhe dê agora o alimento de que você está necessitando? Entre logo nessa conexão divina e esteja on-line com Deus, em todos os lances de sua vida, e cure rapidamente essa anemia espiritual.
Fonte: Minutos /Chico Xavier, de José Carlos De Lucca
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
NÃO ACREDITO!!!

Gente, acho que estou em outro planeta.
Hoje fui até a farmácia buscar um medicamento e um senhor soltou a seguinte pérola: " Homem envelhece, mulher apodrece".
Fiquei pasma!
Não é que cheguei em casa e fui verificar e fiquei sabendo que o pensamento é do Talles Ferreira...
Quem é Talles Ferreira, eu deveria conhecer?
domingo, 6 de dezembro de 2009
CARROSSEL DE ESPERANÇA - Trem da Alegria

A vida é uma criança, um carrossel de esperança
Amor e paz é o que queremos
Venha com a gente e cantaremos
O nosso mundo é colorido e como é lindo
Igual uma bola de sabão, é de ilusão
Nosso caminho é florido e nossa vida tem sabor de emoção
Vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem
Vem, eu quero te mostrar
Existe um lugar pra gente ser feliz
Vamos juntos caminhar, correr, sorrir, brincar
Cantar e pedir bis
sábado, 5 de dezembro de 2009
BOM TEMPO - Chico Buarque de Hollanda

Um marinheiro me contou
Que a boa brisa lhe soprou
Que vem aí bom tempo
O pescador me confirmou
Que o passarinho lhe cantou
Que vem aí vom tempo
Dou duro toda semana
Senão pegunte à Joana
Que não me deixa mentir
Mas, finalmente é domingo
Naturalmente, me vingo
Eu vou me espalhar por aí
No compasso do samba
Eu disfarço o cansaço
Joana debaixo do braço
Carregadinha de amor
Vou que vou
Pela estrada que dá numa praia dourada
Que dá num tal de fazer nada
Como a natureza mandou
Vou
Satisfeito, a alegria batendo no peito
O radinho contando direito
A vitória do meu tricolor
Vou que vou
Lá no alto
O sol quente me leva num salto
Pro lado contrário do asfalto
Pro lado contrário da dor
Um marinheiro me contou
Que a boa brisa lhe soprou
Que vem aí bom tempo
Um pescador me confirmou]
Que um passarinho lhe cantou
Que vem aí bom tempo
Ando cansado da lida
Preocupada, corrida, surrada, batida
Dos dias meus
Mas uma vez na vida
Eu vou viver a vida
Que eu pedi a Deus
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
A FELICIDADE - Vinícius de Moraes

Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor
ISMÁLIA - Alphonsus de Guimaraens

Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
NA FEIRA DO ALECRIM - José Correia Torres Neto

Na feira do Alecrim
O marchante grita: “Chã de dentro”
E eu lá por fora...
Na barraca de seu Malaquias
Tinha ratoeira, candeeiro, alpercata, fumo de rolo,
Querosene, peixeira miúda, retalho de fazenda...
Na calçada a lata de mel de engenho, a rapadura,
O alfenim, a cocada, o açúcar mascavo...
Na Avenida Dois
O siri, o caranguejo, a galinha caipira,
O porco, o carneiro capado...
Para a feira do Alecrim eu levava cinco cruzeiros
E comprava Raiva, Sequilhos, confeito barato,
E ainda sobrava troco para uma lata de umbu.
A cesta de palha da minha mãe vinha ‘cheinha’ de tudo:
Na feira todos se encontravam.
Era o professor de matemática, o carteiro,
O vigia do colégio, o colega de sala
E até a Madre Superiora...
Todos com sandália de dedo,
Todos eram iguais na feira do Alecrim...
INFÂNCIA - Carlos Drumond de Andrade

Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
Lia a história de Robinson Crusoé.
Comprida história que não acabava mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robson Crusoé.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O DIA DAS CRIANÇAS ESQUECIDAS - Ana Cláudia Albergaria

Às crianças de mãos calejadas pela luta que não é delas.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças de armas em punho, em guerras que não escolheram.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças com fome de pão, num mundo de desperdícios.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças sem tecto, em ruas com palacetes.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças que não brincam, num mundo de playstations.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças sem escola, em tempos de “oportunidades”.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças institucionalizadas, num mundo de casais inférteis.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças sem família, em tempos de “recomposição”.
Peço perdão às crianças de olhar triste,
Às crianças estigmatizadas, num mundo que apregoa a “igualdade”.
Peço perdão… em vão…
ou talvez não!
Porque só a criança tem o dom de perdoar
os que a ignoram e a fazem sofrer…
Mesmo sem saber porquê,
Ela sente, lá no fundo…
Que só com Amor
Se pode crescer!
Só o Amor
Poderá resgatar a alegria
Para o seu olhar!