quarta-feira, 23 de setembro de 2009

BEYLA GENAUER


Beyla Genauer atriz e escritora é dona de um estilo único com perfeita pessoalidade.
Pega nas palavras com uma força que vem das entranhas mesmas da escritora e atira-as na cara do livro, sem pensar em diminuir o ímpeto das denuncias que faz.
O fato de ter sido uma excelente atriz de teatro, que interpretou grandes peças, inclusive de Tchecov, no Rio de Janeiro, em Israel e Nova York, aluna que foi de Stella Adler, influiu na dramaticidade com que nos examina a todos, homens e mulheres de seu tempo, nas transformações por que vivemos passando a partir das muitas guerras que tivemos depois de 1914.

Em três livros, “Galo de Chagall”, “O Lobo”, e “Levantar vôo”, conseguiu Beyla Genauer retratar um tempo no que ele tem de mais trágico, o de uma solidão inserida na multidão, em cenas que poderiam ter acontecido em qualquer outra época, mas que, na de hoje, assumem caráter mais sério porque refletem uma série de pequenas tragédias cercadas por todo conforto da tecnologia moderna.Tudo isto num estilo direto, castigante, sem desconversa, que, em determinados momentos, usa o palavrão, e atinge o plano da ternura, apesar da convicção de que não há saída possível para a solidão de cada um dentro de cada um.

“Galo de Chaga”, lançado por Massao Ohno Editor, tem capa de Glauco Rodrigues, ilustrações da própria autora e prefácio de Antonio Carlos Vilaça.

“Levantar vôo”, lançado pela Philobiblion Prosa brasileira 18 tem capa de Carlos Scliar, prefácio de Olga Savary e orelha de Virgilio Moretzohn Moreira.

“O Lobo” aparece sob a égide Editora Book-Link capa da autora, prefácio de Rodrigo de Souza Leão, Orelha de Inez Barros de Almeida.

Vale a pena conferir".

Fonte: www.jaymecopstein.com.br

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