domingo, 23 de agosto de 2009

ANÊMICAS - Medeiros e Albuquerque



Eu abomino as pálidas donzelas,
sem sangue, sem calor, sem movimento
que aos abraços do amor perdem o alento,
nas longas noites sensuais e belas.

Quero sentir meu peito contra o peito
de alguém cheio de vida e mocidade
palpitar na gostosa ansiedade
dos loucos beijos, no perfúmeo leito.

Quero apertá-la doida… doidamente…
no momento do espasmo deleitoso
e sentir seu sangue vigoroso
palpitar sob mim, convulsamente…

Sirvam as doces virgens delicadas
românticas beldades vaporosas
para enfeitar as páginas mimosas
das crônicas antigas, ilustradas…

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