sábado, 12 de março de 2011

FILHOS ADOTIVOS - Emmanuel



Filhos existem no mundo que reclamam compreensão mais profunda para que a existência se lhes torne psicologicamente menos difícil.


Reportamo-nos aos filhos adotivos que abordam o lar pelas vias da provação, sem deixarem de ser criaturas que amamos enternecidamente.


Coloquemos-nos na situação deles para mais claro entendimento do assunto.


Muitos de nós, nas estâncias do pretérito, teremos pisoteado os corações afetuosos que nos acolheram em casa, seja escravizando-os aos nossos caprichos ou apunhalando-lhes a alma a golpes de ingratidão. Desacreditando-lhes os esforços e dilapidando-lhes as energias, quase sempre lhes impusemos aflição por reconforto, a exigir-lhes sacrifícios até que lhes ofertamos a morte em sofrimento pelo berço que nos deram em flores de esperança.


Um dia, no entanto, desembarcados no Mais Além, percebemos a extensão de nossos erros e, de consciência desperta, lastimamos as próprias faltas.


Corre o tempo e, quando aqueles mesmos espíritos queridos que nos serviram de pais retornam à Terra em alegre comunhão afetiva, ansiamos retomar-lhes o calor da ternura mas, nesse passo da experiência, os princípios da reencarnação, em muitas circunstâncias, tão somente nos permitem desfrutar-lhes a convivência na posição de filhos alheios, a fim de aprendermos a entesourar o amor verdadeiro nos alicerces da humildade.


Reflitamos nisso. E se tens na Terra filhos por adoção, habitua-te a dialogar com eles, tão cedo quando possível, para que se desenvolvam no plano físico sob o conhecimento da verdade. Auxilia-os a reconhecer desde cedo, que são agora seus filhos do coração, buscando reajustamento afetivo no lar, a fim de que não sejam traumatizados na idade adulta por revelações à base de violência, em que frequentemente se lhes acordam no ser as labaredas da afeição possessiva de outras épocas, em forma de ciúme e revolta, inveja e desesperação.


Efetivamente, amas aos filhos adotivos com a mesma abnegação com que te empenhas a construir a felicidade dos rebentos do próprio sangue. Entretanto, não lhes ocultes a realidade da própria situação para que não te oponhas à Lei de Causa e Efeito que os trouxe de novo ao teu convívio, a fim de olvidarem os desequilíbrios passionais que lhes marcaram a conduta em outro tempo.


Para isso, recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus.

  

terça-feira, 8 de março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

TODOS JUNTOS - Chico Buarque

 Uma gata, o que é que tem?
- As unhas
E a galinha, o que é que tem?
- O bico
Dito assim, parece até ridículo
Um bicinho se assanhar
E o jumento, o que é que tem?
- As patas
E o cachorro, o que é que tem?
- Os dentes
Ponha tudo junto e de repente
Vamos ver no que é que dá
Junte um bico com dez unhas
Quatro patas, trinta dentes
E o valente dos valentes
Ainda vai te respeitar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
Uma gata, o que é que é?
- Esperta
E o jumento, o que é que é?
- Paciente
Não é grande coisa realmente
Prum bichinho se assanhar
E o cachorro, o que é que é?
- Leal
E a galinha, o que é que é?
- Teimosa
Não parece mesmo grande coisa
Vamos ver no que é que dá
Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
E no entanto dizem que são tantos
Saltimbancos como nós

quinta-feira, 3 de março de 2011

A DROGA ACEITA - Marco Aurélio Rocha

As estatísticas são, com certeza, alarmantes.

No Brasil, de acordo com o levantamento do centro de informações sobre drogas psicotrópicas da UNIFESP, realizado em 2004, com alunos das redes públicas de ensino, o primeiro contato deles com o álcool se deu, em torno dos 12 anos.


E, ainda, 11,7% admitem que bebem com freqüência.


Por sua vez, pais igualmente consultados consideram que o consumo de álcool entre adolescentes é uma parte inevitável da adolescência.


Outros afirmam que não podem garantir que as festas que seus filhos freqüentam sejam livres de álcool.

Alguns pais até as promovem em seus lares, fornecendo as bebidas.

A associação médica americana descobriu, em uma pesquisa entre adolescentes, que um entre quatro jovens tinha ido a uma festa onde consumiram bebidas, na presença dos pais.


Admitem esses pais que preferem que seus filhos bebam sob sua supervisão.

A mãe de uma adolescente que beirou a morte, após ingestão de álcool, disse:

"eu preferiria que você tivesse se embriagado em casa. Aí, não cairia na rua. Subiria as escadas e desmaiaria na cama. Eu saberia que estava em segurança."


Esse tipo de comportamento, com certeza, não é aconselhável.


Não se trata de uma questão religiosa, como pensam muitos. Mas de preservar a integridade física e mental dos adolescentes.


Um professor de psiquiatria adolescente, da universidade de chicago, sugere aos pais:


1.qualquer que seja a idade de seu filho, deixe sua posição bem clara a respeito de bebidas. Não permita o seu uso.


2.unam-se! Faça um pacto com outros pais de não oferecer bebidas alcoólicas nas festas. Alertem uns aos outros sempre que descobrirem jovens bebendo.


3.faça um acompanhamento! Pergunte aos seus filhos como eles costumam passar o tempo e com quem. Não fique desconcertado se suas perguntas os incomodar.


É da natureza dos adolescentes gostar de correr riscos. Eles tentarão forçar a barra.


É bom que saibam que alguém está de olho neles.


Por fim, dê o exemplo. Não utilize bebida alcoólica.


Não se pode dizer ao jovem: "isto não é para você porque você não tem idade para beber."


Não utilizar bebida alcoólica não é questão de idade. É questão de se ter bom senso e desejar preservar o corpo e o espírito.


Beber é um hábito perigosamente nocivo. E, quando se trata de adolescentes, há a possibilidade de o álcool danificar o cérebro que ainda está em desenvolvimento.


A embriaguez deixa as pessoas muito mais vulneráveis a intoxicações alcoólicas, a ferimentos e agressões sexuais.


Sem se falar nos inúmeros acidentes de trânsito que infelicitam tantas vidas.


Pensemos que estamos cultivando o amanhã nas atitudes do hoje.


O que desejamos para nossos filhos: que se tornem campeões de levantamento de copos e canecas?


Ou que se tornem homens de bem, honrados, profissionais responsáveis, cidadãos que contribuam positivamente na sociedade?


Nas mãos dos pais repousa grande responsabilidade na condução da alma dos seus filhos.


Se fecharem os olhos, por comodismo ou pretensa modernidade, terão que arcar, no futuro, com as conseqüências dos seus atos.


Assim, não deixe para amanhã. Coloque regras hoje. Tenha uma conversa franca com seus filhos.


Mostre-lhes o benefício de manter a lucidez, a regra de bem viver todos os dias, todos os momentos.


E, principalmente: seja você o exemplo disso!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

AI QUE GOSTOSO QUE É


Foto: William Albert Allard

ESTUDO:


Estudo: crianças usam a internet, mas não sabem amarrar o tênis

As crianças britânicas têm causado grande preocupação nos pesquisadores, uma vez que muitas delas conseguem usar o mouse e o computador com mais facilidade do que andar de bicicleta ou amarrar o cadarço. A pedido da empresa de segurança na internet AVG, a pesquisadora britânica de desenvolvimento infantil, Sue Palmer, realizou um estudo com 2200 mães em 11 países. Segundo o jornal Daily Mail, Palmer concluiu que as etapas naturais de desenvolvimento das crianças estão sendo substituídas pelas conquistas digitais.
De acordo com o estudo, 23% das crianças conseguem fazer uma ligação em um celular e 25% conseguem navegar facilmente por sites na internet. Além disso, uma em cada cinco consegue navegar na internet em smartphones e até mesmo no iPad, enquanto dois terços sabem ligar um computador e 73% delas dizem saber usar um mouse.
Por outro lado, atividades mais convencionais para o desenvolvimento infantil estão ficando de lado. Das crianças participantes do estudo, apenas 48 % sabiam o endereço de sua casa e 11 % sabiam amarrar o sapato. Outro número alarmante é que 7 em cada 10 crianças entre 2 e 5 anos são bastante hábeis em jogos online, mas não conseguem nadar sem ajuda.
Tam Fry, membro do Fórum Nacional de Obesidade da Inglaterra, disse ao Daily Mail que os pais estão cada vez com mais medo de seus filhos brincarem fora de casa e os sentem mais seguros na frente da TV ou do computador. Segundo Fry, "a atividade física que toda criança precisa está se tornando um território estranho". Já o porta-voz da AVG, Tony Anscombe acredita que os pais estão transformando celulares, computadores e videogames em babás.


http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4901707-EI12884,00-Estudo+criancas+usam+a+internet+mas+nao+sabem+amarrar+o+tenis.html

sábado, 26 de fevereiro de 2011

DO BOM E DO MELHOR - Leila Ferreira


Estamos obcecados com o melhor. Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do melhor.
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor
vinho.
O bom, não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com o melhor.
Isso até que outro melhor apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o
que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que
podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver
inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno
desassossego. Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque
estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV
nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que
lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo
melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com
o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas
o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140 km, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e
assumir o cargo de chefia que vai  me matar de estresse porque é o
melhor cargo da empresa?
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do
meu quarto? O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou
porque tem o melhor chef?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora
existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro
tem mesmo que ser trocado pelo melhor cabeleireiro?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedindo de desfrutar o bom que já temos. A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que
está velha, mas nunca deu defeito. O homem que tem defeitos (como
nós), mas nos faz mais felizes do que os homens perfeitos. As férias
que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a
chance de estar perto de quem amo. O rosto que já não é jovem, mas
carrega as marcas das histórias que me constituem. O corpo que já não
é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso
já é o melhor e na busca do melhor a gente nem percebeu?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

UFA!


Aaa cabou ô ô ô ô ôô.
Enfim, livres do horário de verão pois afinal nenhuma mãe merece ver o filho ir para a escola  com um clarão deste!!!

Tinha até estrela da noite.

E a outra foto ficou tremida  de tanto sonooo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

CORRE LÁ, JÁ.



Quem adora fotografia, está "convocado" a participar do

Festival de fotografia "FOTO EM PAUTA" a ser realizado em Tiradentes/MG no período de 17/02 a 20/02/201.

Maiores informações no site: http://fotoempauta.com.br/festival/

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA LEITURA CORPORAL

A Leitura Corporal descreve e detalha a função emocional de cada segmento e estrutura corporal e revela as associações entre o que manifesta o Corpo Físico e os processos psíquicos e sensoriais do Ser Humano.
 Afirmando que o corpo vive, registra, reage e revela a história pessoal, ela relaciona a forma e a funcionalidade do corpo, os traços fisiognomônicos, as posturas, as sensações e os sintomas ao conteúdo mental, emocional e sensorial e às particularidades comportamentais, estabelecendo a conexão entre a linguagem do corpo, as disfunções orgânicas, o fluxo de saúde e o autoconhecimento.
Ao perceber o estado de saúde como fruto da livre movimentação dos impulsos internos e da expressão original e espontânea das emoções, sentimentos e quereres vividos, a Leitura Corporal concebe a manifestação física como tradução do desejo e da vontade e como orientadora da forma de agir e de atuar. Cada desconforto, sensação ou enfermidade é o sinal de que há insatisfação, mas é também o indicador do como satisfazer-se.
Desta forma, desequilíbrios e desvios da saúde refletem a contenção e a limitação da experiência do prazer e a distância criada entre o Ser e o Estar, entre o Sentir e o Expressar. A Leitura Corporal vislumbra o adoecer como um estágio da saúde que possibilita o acesso aos conflitos emocionais, facilita o entendimento dos processos pessoais, estimula a auto-aceitação e a reorganização do pensar, sentir e atuar.
Ela demonstra que ao reconhecer e exercer o convívio com o corpo, ao ler e compreender suas manifestações, se evolui a saúde tanto no plano físico quanto nos planos sutis. A Leitura Corporal afirma que todo sinal ou sensação física permite que se perceba o fluxo saudável no adoecido, que eles apontam o caminho para o reequilíbrio, para a clareza, para a assimilação e o aproveitamento de cada experiência vivida.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

GOSTO DE:

trava língua

Maria-Mole é molenga, se não é molenga,
Não é Maria-Mole. É coisa malemolente,
Nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.


 

Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.

 

Lalá, Lelé e Lili
e suas filhas,
Lalalá, Lelelé e Lilili
e suas netas
Lalelá, Lelalé e LeLali
e suas bisnetas
Lilelá, Lalilé e Lelali
e suas tataranetas
Laleli, Lilalé e Lelilá
cantavam em coro
lalalalalalalalalalalá.

 

Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
Só no dia que sua tia
chamar largatixa
de lagartinha!

 

Bote a bota no bote e tire o pote do bote.






quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

DICAS PARA CONSERVAÇÃO DE LIVROS:

Eu sei que estamos na era da informática.
Eu sei que podemos ler ou baixar N  títulos.
Eu sei que livro fica empoeirado, mas não vivo sem ele. Tenho prazer em folheá-lo portanto para quem ainda é igual a mim:

Campanha educativa de conservação preventiva de acervo:
- Retire o livro da estante puxando-o pelo meio da lombada, nunca pela borda superior.
- Nunca umedeça os dedos com líquidos ou saliva para virar as páginas do livro. O ideal é virar pela parte superior da folha.
- Não dobre as páginas para marcá-las. Use marcadores adequados.
- Evite o uso de grampos ou clipes metálicos nos livros, por causa da ferrugem. Prefira os de plástico.
- Jamais use canetas esferográficas, marcadores de textos ou carimbos nas obras de uma biblioteca.
- Evite fazer anotações particulares em papeís avulsos e colocá-los entre as páginas de um livro. Eles deixarão marcas.
- Não use fita adesiva para consertar os livros. Para esse tipo de conserto, é utilizada uma cola própria. A fita adesiva só irá danificar ainda mais o material.
- Não consuma ou deixe alimentos próximos aos livros.
- Nunca deixe os livros próximos a animais de estimação.
- Não coloque objetos sobre livros abertos, pois podem danificar sua encadernação.
- Não se sente sobre o livro.
- Não carregue o livro debaixo do braço, pois o suor pode danificá-lo.
- Não apóie os cotovelos sobre os volumes de grande porte durante a leitura.
- Evite tirar cópia de livros encadernados. Esta prática danifica não só a encadernação como também o papel.
- Não mantenha guarda-chuvas e capas molhadas junto ao livro.
- Mantenha sempre as mãos limpas ao manusear o livro. 

Fonte: Regulamento da Biblioteca Gregório Mendel  -  Colégio Santo Agostinho  -  Unidade Nova Lima

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ACEITA?

As mais antigas referências sobre as origens do sorvete incluem uma história sobre o imperador Romano Nero (37-68), que teria mandado trazer neve e gelo das montanhas e misturá-lo com frutas, e outra do imperador chinês King Tang (618-697), que teria um método de combinar leite com água do rio.

De acordo com a coleção de cartões da cidade de Washington Magalhães, a produção do picolé no Brasil teria sido iniciada em Cataguases, Minas Gerais, no final do século XIX. Mas outras histórias dizem que o sorvete começou a ser confeccionado no ano de 1934, na cidade do Rio de Janeiro, quando chegou, vindo de Boston, um navio com um carregamento de pêssego natural.

Sorvete ou gelado é um tipo de guloseima gelada. Tecnicamente, é denominado gelado comestível e definido como um produto alimentício que é obtido ou a partir de uma emulsão de gorduras e proteínas, com ou sem adição de outros ingredientes e substâncias, ou a partir de uma mistura de água, açúcares e outros ingredientes e substâncias que tenham sido submetidas ao congelamento. Em ambos os casos, a produção deve ocorrer sob condições tais que garantam a conservação do produto no estado congelado ou parcialmente congelado, durante a armazenagem, o transporte e a entrega para consumo.
Em Portugal, embora também se use a palavra "gelado", a palavra "sorvete" é usada para gelados à base de água e fruta.

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

SOCORRO!


Estou piorando gradativamente a olhos vistos, passei da fase do calor para a fase das miragens!!!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

NÃO ACREDITO!

 



Estou derretendo.








Este é o planeta, também derretendo. 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

BARCA BELA - Almeida Garrett

Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela.
Que é tão bela,
Oh pescador?

Não vês que a última estrela

No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Oh pescador!

Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Oh pescador!

Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela,
Só de vê-la,
Oh pescador.

Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela
Foge dela
Oh pescador!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

PADRE ANTÔNIO VIEIRA



"Pior é uma verdade diminuída do que uma mentira mui declarada; porque a verdade diminuída na essência e mentira e tem aparência de verdade; e mentiras que parecem verdades são as piores mentiras de todas".

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

RUDOLF STEINER



No coração tece o sentir,
Na cabeça luze o pensar,
Nos membros vigora o querer.
Luzir que tece,
Tecer que vigora,
Vigorar que luze:
Eis o ser humano.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O AFOGADO MAIS BONITO DO MUNDO - Gabriel Garcia Marques

 Aconteceu que, num dia como todos os outros, um menino viu uma forma estranha flutuando longe no mar. E ele gritou. Todos correram. Num lugar como aquele até uma forma estranha é motivo de festa. E ali ficaram na praia, olhando, esperando. Até que o mar, sem pressa, trouxe a coisa e a colocou na areia, para o desapontamento de todos: era um homem morto.
Todos os homens mortos são parecidos porque há apenas uma coisa a se fazer com eles: enterrar. E, naquela vila, o costume era que as mulheres preparassem os mortos para o sepultamento. Assim, carregaram o cadáver para uma casa, as mulheres dentro, os homens fora. E o silêncio era grande enquanto o limpavam das algas e liquens, mortalhas verdes do mar.
Mas, repentinamente, uma voz quebrou o silêncio. Uma mulher balbuciou: “Se ele tivesse vivido entre nós, ele teria de ter curvado a cabeça sempre ao entrar em nossas casas. Ele é muito alto…”.
Todas as mulheres, sérias e silenciosas, fizeram sim com a cabeça.
De novo o silêncio foi profundo, até que uma outra voz foi ouvida. Outra mulher… “Fico pensando em como teria sido a sua voz… Como o sussurro da brisa? Como o trovão das ondas? Será que ele conhecia aquela palavra secreta que, quando pronunciada, faz com que uma mulher apanhe uma flor e a coloque no cabelo?” E elas sorriram e olharam umas para as outras.
De novo o silêncio. E, de novo, a voz de outra mulher… “Essas mãos… Como são grandes! Que será que fizeram? Brincaram com crianças? Navegaram mares? Travaram batalhas? Construíram casas? Essas mãos: será que elas sabiam deslizar sobre o rosto de uma mulher, será que elas sabiam abraçar e acariciar o seu corpo?”
Aí todas elas riram que riram, suas faces vermelhas, e se surpreenderam ao perceber que o enterro estava se transformando numa ressurreição: um movimento nas suas carnes, sonhos esquecidos, que pensavam mortos, retornavam, cinzas virando fogo, desejos proibidos aparecendo na superfície de sua pele, os corpos vivos de novo e os rostos opacos brilhando com a luz da alegria.
Os maridos, de fora, observavam o que estava acontecendo e ficaram com ciúmes do afogado, ao perceberem que um morto tinha um poder que eles mesmos não tinham mais. E pensaram nos sonhos que nunca haviam tido, nos poemas que nunca haviam escrito, nos mares que nunca tinham navegado, nas mulheres que nunca haviam desejado.
A história termina dizendo que finalmente enterraram o morto. Mas a aldeia nunca mais foi a mesma.

domingo, 23 de janeiro de 2011

LIBERDADE, LIBERDADE!/ Déa Januzzi

Liberdade para quê? A pergunta vem martelando há dias na cabeça da mãe. Como se fosse um mantra ou um eco das próprias incertezas. De repente, ela ficou só: o filho decidiu seguir o próprio caminho e envia mensagens telepáticas por e-mail, como se quisesse economizar palavras. A mãe, que sempre viveu pelo e para o filho, também está livre para voar, mas, por enquanto, ainda não sabe o rumo. Escondeu as asas em algum lugar perdido dentro de casa. Reconhece que pode fazer o que e quando quiser, inclusive não fazer absolutamente nada.

Num primeiro momento, ela se sente livre de todas as amarras, em outros busca rastros do filho deixados pela casa e tem pena de si mesma, então escreve para se libertar do medo de estar só. E volta a se perguntar liberdade para quê? É uma pergunta difícil de responder quando ela está livre para fazer as comidas que gosta, beber vinho sem críticas, dormir na hora e do jeito que quiser, mas por que é que cozinhar para si mesma não é tão bom assim? Por que de repente a mãe pode fazer o que quiser e não quer fazer nada?

Liberdade, liberdade, o que fazer com essa profana, vasta, pecadora e sufocante liberdade? A mãe, então, se lembra de que reclamava o dia inteiro de não ter tempo para cuidar de si mesma, de não conseguir frequentar o salão, de não encontrar os amigos, de não poder convidá-los para sua casa. Agora ela pode e por que então não faz?

Há um silêncio na casa que só é cortado pelos latidos da cachorra Frida, companheira de todas as horas, mesmo as impróprias. Frida também sente saudades, mesmo que hoje possa ocupar todos os cômodos da casa, mesmo que possa latir até cansar, sem ser repreendida por um de seus donos. Frida busca abrigo aos pés da dona, suplica por carinho, não sabe por que de repente a casa ficou maior, grande demais para seus latidos.

No trabalho, ela continua orquestrando. É lá que a mãe procura a sinfonia, as ondas sonoras que a tiram do comodismo, da mesmice, da rotina. O trabalho é a companhia ideal que a faz sonhar, abraçar projetos, viver a alegria de ser ela mesma e de poder voar por meio das palavras. Enfim, o trabalho é a ponte para a liberdade de viver e de ser.

Depois do trabalho, ela pode virar à direita ou à esquerda, pode se perder no caminho ou achar um trajeto especial. Pode até dobrar a esquina mais próxima ou ir tão longe quanto quiser. Mas não faz nada, acostumou-se a voltar para casa, ouvir os ais do filho que lhe pergunta sempre: “O que vamos comer?” Em casa, tudo está arrumado, no lugar. Só falta lugar dentro dela. Dentro dela ficou tudo apertado. Por que, então, não arruma os livros na estante por temas ou autores? Um vento sopra em seus ouvidos: “Mãe, organize os seus arquivos. Eles são preciosos para você! Arrume alguém para ajudá-la a pôr a sua vida profissional em ordem!” – ela olha para o escritório em desordem e abre uma garrafa de vinho.

Olha para a taça e pensa, amanhã vou fazer isso ou daqui uns dias, quando estiver mais organizada por dentro. Ela pensa, por que será que as mãe só vivem para e pelos filhos? Por que é que quando uma mulher vira mãe, ela só se mobiliza com as causas do filho? Por que deixa os projetos desordenados no armário? Por que não compra flores para enfeitar a casa? Por que não acende um incenso e dança Odara? Ou tira para fora as suas melhores fantasias? Para quê, pensa a mãe que pode ir para trás e para frente, pode dar o seu salto quântico agora, pode até escrever os livros tão prometidos.

O computador da casa está livre só para ela, mas por que está tão difícil sentar na cadeira, ligar a máquina e começar? Por que não faz a própria agenda, põe em dia as visitas aos amigos, não faz os programas sempre adiados?

Ela está bem porque sabe que o filho também está. Não há desespero nem tristeza, apenas um fio enrolando seus passos, seus gestos, prendendo seus movimentos. Liberdade para quê? Já perguntou um amigo quando ela resolveu levar a mãe já idosa para morar com ela e o filho e pensava que poderia ficar presa. Foi o tempo que ela se sentiu mais livre, mais inteira e em paz consigo mesma. Cuidar é o verbo que as mães conjugam para sempre e com prazer. Ela pode muito bem cuidar dos pássaros, das plantas, da Frida, pode plantar mais ervas no jardim, nadar. Ela pode fazer tudo, mas não quer saber de plantas, dos pássaros, de ervas e flores.

Mas depois que uma mulher se transforma em mãe, ela até pode reclamar do dia a dia estressante, da rebeldia e inquietação dos filhos, de não conseguir agradar, de não saber conversar certas madrugadas, de estar cansada demais para filosofar, de pedir para abaixar a música, arrumar o quarto, estudar, mas o que pode uma mãe fazer com tanta liberdade? Ela ainda não sabe.