quinta-feira, 20 de agosto de 2009

TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE


O diagnóstico é feito por uma equipe interdisciplinar que envolve neurologista, psicólogo, pedagogo e psicopedagogo. Ao contrário do que muitos pais pensam, nem toda criança agitada e inquieta é hiperativa

O neuropediatra Haroldo Silva explica que o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é diagnosticado no começo da vida escolar da criança, a partir dos quatro anos de idade. É na escola que os professores percebem os sintomas da hiperatividade, que são desatenção, agitação e impulsividade. A criança hiperativa dificilmente se concentra em uma única atividade ou consegue prestar atenção no professor, explica Haroldo. Quando uma criança manifesta tais comportamentos, o neuropediatra alerta que os pais devem procurar ajuda para diagnosticar a existência do transtorno. O diagnóstico é feito por uma equipe interdisciplinar que envolve neurologista, psicólogo, pedagogo e psicopedagogo. Ao contrário do que muitos pais pensam, nem toda criança agitada e inquieta é hiperativa. Em alguns casos, é só excesso de energia ou falta de limites, como dizem alguns especialistas. A dona de casa Michela Targino, mãe de Miguel, de nove anos, tinha a convicção que ele era hiperativo, pois ele vivia causando problemas na escola e em casa não parava quieto. Mas, ao procurar ajuda com neurologista e psicólogo, os especialistas negaram que a criança apresentava o quadro clínico. Para identificar o transtorno, os pais podem ficar atentos a alguns comportamentos preocupantes, como o sono agitado, em que muitas vezes a criança não consegue dormir direito e inquietude, quando não há concentração em uma única atividade. Quando a criança atinge a idade de ir à escola, os sintomas ficam mais visíveis. Haroldo explica que um problema corriqueiro são os pais não aceitarem a doença do filho e com isso não procurarem ajuda para iniciar um tratamento. Quanto mais rápido se inicia os cuidados e terapias com a criança que tem TDAH é melhor para ela e a família. A psicóloga Socorro Lacerda orienta que é necessário que os familiares busquem ajuda e sigam corretamente as orientações dos profissionais. “É necessário aceitar o problema da criança e começar um tratamento que pode ser à base de medicamento, terapia, mas o mais importante é a ajuda familiar, tanto para impor limites como para acolher”, disse Socorro.
[Folha de Boa Vista (RR), Marta Gardênia - 20/08/2009]

Fonte: ANDI

Fonte: anjoseguerreiros.blogspot.com/

LINDINHOS










Não resistí e copiei estas imagens do blog:

http://mulherseverino-faztudo.blogspot.com/

PAI NOSSO


Pai nosso que estás nos Céus
Santo é o Seu nome
Venha até nós
O Seu reino de paz e harmonia
Seja feita a Tua vontade
Aqui na Terra
Como também no mundo espiritual
O pão nosso,
do corpo
e do espírito
Nos dai sempre
Perdoa as nossas ofensas
na mesma medida
em que soubermos perdoar os que nos ofendem
Peço que nos ajude a não
cair em outras tentações
que nos levariam para o mal
Que assim seja.

AVE MARIA


Salve Maria
Mãe de Jesus
Sê conosco
Toda Santa
Bendito é o Vosso Ventre
Que guarda Jesus
Tu és Rainha entre as mulheres
Perfeita Maria
Mãe de todos
Pede ao Pai por todos nós
Hoje, agora e para todo o sempre

Que assim seja!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

SORRIA - Charles Chaplin/ Braguinha


Sorria
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Sorria
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorria
Quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorria
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorria
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
Sorria

AMO-TE MUITO - João Chaves

Amo-te muito como as flores amam
E o orvalho que infinito chora
Amo-te como o sabiá-de-praia
Ama a sanguina e deslumbrante aurora.
Oh, não te esqueça
Quem te ama assim
Oh, não te esqueça
Nunca mais de mim.
Amo-te muito como a onda a praia
A praia a onda que a vem beijar
Amo-te tanto como a branca pérola
Ama as entranhas do infinito mar
Oh, não te esqueça...
Amo-te muito como a brisa aos campos
Vão para a lua derramando luz
Amo-te tanto como ama o morro
E Cristo adora ardente a cruz
Oh, não te esqueça...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

EDELWEISS - tradução


Edelweiss
Edelweiss
Toda manhã você me cumprimenta
Pequena e Branca
Clara e Brilhante
Você parece feliz por me encontrar

Floco de neve
Que você possa desabrochar e crescer
Desabrochar e crescer pra sempre
Edelweiss
Edelweiss
Abençoe a minha terra pra sempre.

SÓ VOCÊ VAI ME FAZER FELIZ - tradução Fernando Adour


Hoje eu sei e não vou mentir
pois só você
vais me fazer feliz.


Conquistei tudo que eu quis
mas só você
vais me fazer feliz.

Foi seu coração
que me fez sonhar
dè a inspiração
pra me fazer te amar.

Vem amor, não me deixe assim
Pois só você
Vai me fazer feliz.

VIK MUNIZ


"Vik Muniz, artista plástico brasileiro conhecido no mundo inteiro, consegue utilizar a fotografia como meio de representação de um diálogo com a História da Arte, que chega ao entendimento de todos pela simplicidade dos materiais que utiliza, quebrando a idéia de que arte é algo que só quem lida com ela entende.

Serragem, açúcar, areia, papel de parede, jornais e lixo já foram usados em obras de arte por Picasso e Braque por volta de 1912 em Paris. Acrescentando novos elementos como algodão, chocolate, açúcar, arame, terra, barbante, especiarias, lixo, gel, mel, poeira e muitos outros, Vik Muniz, de uma maneira radicalmente criativa, produz obras que impressionam pela inovação e criatividade".

http://www.vikmuniz.net/

Fonte: Google

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

CINDY SHERMAN



Cindy Sherman fotógrafa norte americana.
Suas personagens são representadas por ela.
Representa a mulher nas suas facetas da cultura contemporânea.
A mulher subjugada, abusada, utilizada, padronizada, violentada.
A narrativa muito forte e permite o observador imaginar uma ação passada, um estado da personagem.
Fonte: Google

Quanto mais o tempo passa
Mais eu gosto de você
Este seu jeito de me abraçar
Este seu jeito de olhar pra mim
Foi quem fez com que eu gostasse
Logo de você tanto assim
É por você que canto
Quanto mais você me abraça
Mais eu quero ter você
Cada beijo que você me dá
Faz meu corpo todo estremecer
Sem você eu sei que não teria
Nenhuma razão, pra viver
É por você que canto
Pode tudo transformar
Pode tudo se perder
Pode o mundo virar contra mim
Aconteça seja lá o que for
Cada dia que passar
Eu quero ainda muito mais,seu amor
É por você que canto
Quanto mais você me abraça
Mais eu quero ter você
Cada beijo que você me dá
Faz meu corpo todo estremecer
Sem você eu sei que não teria
Nenhuma razão, pra viver
É por você que canto
Pode tudo transformar
ode tudo se perder
ode o mundo virar contra mim
Aconteça seja lá o que for
ada dia que passar
Eu quero ainda muito mais,seu amor
É por você que canto .

domingo, 16 de agosto de 2009

REFÉNS DA GRIPE - Déa Januzzi


Não pode abraçar nem beijar. Se for abraçar, abrace primeiro a si mesmo, depois mande o abraço para o coleguinha. Beijar? Só mandar o beijinho de longe. Se for tossir ou espirrar, tem que pegar o lenço ou fazer isso na manga da blusa do uniforme. E o pior: quem tosse ou espirra atrai olhares enviesados, como se fosse portador da peste. Não pode dividir o lanche. As meninas têm que deixar batom e o restante da maquiagem em casa. Os meninos que levarem brinquedos têm que passar álcool gel antes. Tem que deixar a janela do quarto aberto para entrar o ar e a porta da casa também, mas é preciso não se esquecer de fechá-la à noite, quando for dormir. Bebedouros da escola lacrados. É preciso levar o kit antigripal – álcool gel, sabonete líquido – e de tanto lavar as mãos por cima, por baixo e entre os dedos, tem mãe que vai além. Manda também um hidratante para que as mãos não fiquem secas de tanto lavar.

Quem chegou da escola, no primeiro dia de aula, repetindo todas essas regras foi Luiza, de 5 anos. Ela explicou detalhadamente para todos em casa como é que deve ser até que a gripe suína desapareça. Ela nem imagina o que é o vírus influenza, mas não gostou principalmente de não poder levar o batom de morango para a escola. Virou-se para a tia e protestou: as meninas foram prejudicadas porque não podem levar maquiagem, mas os meninos podem tudo!

Rafael, de 7 anos, também voltou da escola cheio de recomendações: não pode pôr a mão na boca, no nariz e nos olhos. Não pode usar sabonete em barra. Só líquido e depois tem que enxugar com papel. Copo, só descartável. Não pode emprestar lápis nem borracha. Roberta, de 15 anos, já está querendo terminar o namoro de seis meses, porque está com medo de abraçar e de beijar.

Essas são as novas neuras e precauções que têm deixado todo mundo refém de uma gripe que não matou nem 0,07% da população brasileira, mas que tem revelado uma carência generalizada. Até o filho dela voltou ontem da faculdade com panfletos sobre a gripe suína – e ela também tentou entrar no banheiro da empresa em que trabalha, sem sucesso: uma fila de mulheres se demorava na pia para lavar as mãos. Foi preciso pedir a uma delas que lavava as mãos sem parar que desse lugar para a próxima. Para que tanto?, ela perguntou. A outra respondeu: gripe suína!

Será que essa louca gripe suína tem culpa de nossos medos e inseguranças, das nossas paranoias e esquisitices? Será que as pessoas não estão mesmo é necessitando de uma faxina interna? De desinfetar emoções no lugar das mãos? De ensaboar preconceitos? Será que a gripe suína não está avisando que as crianças estão abarrotadas de biscoitos, balas, chocolates, doces, pirulitos? Que as frutas foram substituídas por sucos prontos? Será que as mães não estão se sentindo culpadas porque trabalham demais e não podem dar atenção aos filhos?

São tantas perguntas que ela não tem respostas para tanta inquietação. Será que a gripe suína não está revelando que há um nojo generalizado do outro? Que um espirro do outro pode suscitar os meus piores e mais secretos sentimentos de aversão? Será que a gripe suína não está sendo um bom motivo de intolerância e de separação: quem tosse e espirra deve ser condenado, levado a julgamento público, ser imolado no altar dos ímpios? A gripe suína é uma realidade, mas é verdade também que as pessoas exageram. Será que a gripe suína vai exorcizar as nódoas da alma? Tirar as manchas do ressentimento, da mágoa? Será que ela veio para separar uns dos outros, para revelar o que estava bem escondido dentro de cada um? Que a convivência está ficando a cada dia mais difícil? Que todo mundo está querendo atirar a primeira pedra? Há um vírus no ar contaminando as relações. Há uma falta de paciência generalizada. Uma acusação explícita no olhar.

Será esse o vírus da insatisfação, que se espalhou como uma pandemia? Será uma desculpa para justificar o individualismo e ficar de vez dentro de casa, em frente à tevê, com medo de bater na porta do vizinho, de sentar numa mesa de boteco? Será um vírus da classe média, que viaja de avião e se contamina em outros países? Será que não há mais em quem acreditar? Que não se pode estender a mão para o outro? Estou prestes a espirrar e lembrei-me de uma tia do interior, que gostava de cheirar rapé e espirrar. Ah, pobre tia, o que seria dela nesses tempos de gripe suína? Ainda bem que ela nunca andou de avião, nunca passou por aeroportos e vivia na santa paz no interior de Minas cheirando rapé e espirrando sozinha!

sábado, 15 de agosto de 2009

LEMBRANÇA - Obrigada Estela!



Dia 25 de julho foi o aniversário da Estela.

Passei no seu blog: estela-guardadosachados.blogspot.com/ para lá abraçá-la e ganhei este presente que vai ficar neste meu canto.

VALSINHA - Chico Buarque


Um dia ele chegou tão diferente
Do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente
Do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto
Quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto
Pra seu grande espanto convidou-a pra dançar

E então ela se fez bonita
Como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado
Cheirando a guardado de tanto esperar
Depois o dois deram-se os braços
Como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça
E começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança
Que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade
Que toda cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O CASO DO VESTIDO - Carlos Drumond de Andrade


Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?

Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.

Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?

Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.

Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.

Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.

O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.

Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!

Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.

Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.

E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,

se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,

chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,

me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,

mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.

Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,

beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.

Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,

me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,

que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...

Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.

Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.

Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.

Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.

E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.

Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.

Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,

só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.

Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.

Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.

O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,

mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.

Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.

Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.

Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,

visitei vossos parentes,
não comia, não falava,

tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.

Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,

perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,

minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,

minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.

Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.

Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,

pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.

Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,

que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,

última peça de luxo
que guardei como lembrança

daquele dia de cobra,
da maior humilhação.

Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.

Mas então ele enjoado
confessou que só gostava

de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,

fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,

me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,

me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,

bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,

dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.

Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito

de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.

Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.

Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?

quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?

quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?

quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?

Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.

Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.

Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada

vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,

mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,

põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,

comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,

comia meio de lado
e nem estava mais velho.

O barulho da comida
na boca, me acalentava,

me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito

de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.

Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

NUNCA


Você nunca ficou,
mas sempre deixou
o perfume
flutuando
na noite.

Você nunca foi,
mas sempre deixou
o delírio
embaçando
a noite.

Você nunca gostou,
mas sempre deixou
a sedução
embalando
a noite.

Você agora vai,
levando o perfume
levando o delírio
levando a sedução
do sonho.

Você agora vai,
querendo ficar
querendo gostar
querendo chorar
pelo sonho.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

MAGNÍFICO - Gregory Colbert


O fotógrafo, Gregory Colbert , nasceu no Canadá e se tornou conhecido por sua coletânia de fotos artísticas aonde homens e animais respiram juntos e harmoniosamente.
Confira parte de seu trabalho no endereço:


forum.outerspace.com.br/showthread.php?t=85364

E SE


E se de repente,
tudo
valesse...
infinitamente.
E se de repente,
o dia
nascesse...
calmante.
E se de repente,
a noite
chegasse...
mansamente.
E se de repente,
o tempo
voltasse...
alegremente.
E se de repente
a gente
corresse...
sempre adiante.
E se de repente
a vida
olhasse...
com um sorrisso
no canto da boca...
disfarçadamente.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

DIA DO ESTUDANTE


"Amar é a lição primeira e nem
precisa estudar.
Amar se aprende em criança para
depois ensinar".


Fonte: Ila Flávia

MULHER 99% PERFEITO - Luiz Fernando Veríssimo


Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro.

Não sei se isso, hoje, ainda ocorre.
Sou anti-social a ponto de não freqüentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que me descredencia a emitir juízo.

Mas era assim que a coisa rolava naqueles tempos.

Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto, observando a paisagem.

Bom, rapidinho verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatômicas: a fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.

Explico: no córner masculino imperava o embate das comparações e disputas.

Meu carro é mais potente, minha TV é mais moderna, meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, o meu time é mais forte, eu dou 3 por noite e outras cascatas típicas da macheza latina.

Já no córner oposto, respirava-se outro ar.

As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir.

Falava-se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimônia que me deliciava. Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como fofoca.

Discordo.

Destas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres.

Constatem, é fácil. Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, freqüentando e levando bomba no bê-a-bá da vida, as mulheres já chegam na metade do segundo grau. Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática.

Ela brinca de casinha e aprende a dar um pouco de ordem nas coisas.

Ela pede uma bonequinha que chama de filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana.

Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso.

Em outras palavras, ela já chega sabendo.

E o que não sabe, intui.

Já com os homens a história é outra.

Você já viu um menino dessa idade brincando de executivo?

Já ouviu falar de algum moleque fingindo ir ao banco pagar as contas?

Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da declaração do Imposto de Renda?

Não, nunca viram e nem verão.

Porque o homem nasce, vive e morre numa existência juvenil.

O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos!

E aí reside a maior diferença: o que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia, é competição, fuga.

Falo sem o menor pudor.

Sou assim.

Todo homem é assim.

Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado.

Sempre consegui enxergar a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia.

Porque toda mulher é linda.

Se não no todo, pelo menos em algum detalhe.

É só saber olhar.

Todas têm sua graça.

E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones do cafajestismo, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim.

Incautas não por serem ingênuas, mas por acreditarem.

Porque toda mulher acredita firmemente na possibilidade do homem ideal.

E esse é o seu único defeito!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

QUEM SABE ISSO QUER DIZER AMOR - Milton Nascimento


E eu que andava nessa escuridão

De repente foi me acontecer

Me roubou o sono e a solidão

Me mostrou o que eu temia ver

Sem pedir licença nem perdão

Veio louca pra me enlouquecer

Vou dormir querendo despertar

Pra depois de novo conviver

Com essa luz que veio me habitar

Com esse fogo que me faz arder

Me dá medo e vem me encorajar

Fatalmente me fará sofrer

Ando escravo da alegria

E hoje em dia, minha gente, isso não é normal

Se o amor é fantasia

Eu me encontro ultimamente em pleno carnaval

VIXÊ DANOU-SE


Não adianta ficar com este jeito de quem não brincou! Infância eu tive, o que não tinha era blog então, tanto fuçei que sumí com meus comentários, meus posts não estão sendo atualizados nos blogs seguidores amigos, apareceu um link de postagem que não quer desaparecer, sumí com meu contador de visitas e assim vou caminhando, então...
... buééé.

GUERREIRA INVISÍVEL - Déa Januzzi


A solidão é feminina? Ela crê que sim, que só o feminino deixa o vazio acontecer, independentemente de estar casada, ter filhos, namorados, amigos e de todas as outras funções sociais de uma mulher. Solidão não tem nada a ver com tristeza ou depressão, mas com traçar um novo caminho. Uma mulher de 30 anos, com certeza, pode sentir solidão pela falta de um parceiro. Afinal, nessa idade ela ainda precisa se definir como mulher, mãe, profissional e companheira. Quando uma mulher de 50 anos sente solidão, ela está querendo dizer outras coisas: que tem de encarar o vazio, tem de seguir, apesar das perdas afetivas, das separações conjugais, do envelhecimento e morte dos pais, do voo dos filhos para o próprio ninho deles, o vazio continua se abrindo à sua frente. E você tem que se interrogar sobre o sentido da vida. Fica um espaço aberto, um buraco que só ela pode preencher. A solidão é primordialmente feminina. Aos 50, ela não é mais uma fogueira que incendeia os olhares à sua volta, mas a sua presença aquece, dá colo, protege. De repente, ela tem outro jeito de estar presente, sem o turbilhão de emoções, sem a usina geradora de filhos, mas tem a força criadora do sentimento, da intuição, do requinte, da sensibilidade. Ela não é mais o fast food, mas o banquete servido com toalhas bordadas, taças de cristal e um cardápio de mexer com as sensações, os sabores, o gosto, os perfumes que embriagam a alma. Ela não toma mais porres homéricos, mas degusta o vinho. Depois de muitas perdas pelo caminho, ela tem de rever a estrada, que com certeza ainda terá seus desvios, mas a sua bússola interna indica uma posição mais confortável diante dos obstáculos. Apesar de ter ficado algum tempo à deriva, ela agora abre os braços e mergulha nos seus oceanos mais profundos. Sabe que pode vir à tona sem se afogar num mar de sentimentos contraditórios. Mesmo à deriva, ela consegue se questionar sobre o sentido da vida e sente o vento nas quatro direções, festeja a maresia e se desenferruja de amores antigos e assombrados. A solidão é outra. Ela não precisa mais estar no bar da esquina sorvendo a dor alheia. Ela sabe dos seus limites físicos e emocionais, apesar da turbulência que, às vezes, se desprende de suas asas. Não há mais lugar para a tormenta, a enxurrada que leva o melhor de si. É hora de deixar o Sol entrar pelos ambientes mais íntimos, abrir as janelas da alma, fazer a faxina das decisões negativas. Se ela vai errar? Com certeza, mas os erros não terão mais o mesmo peso. Pelo menos, ela tenta acertar mais, para não ficar repetindo padrões antigos, forrados e cimentados com mágoa e dor. Não há mais lugar para as falsas tochas da competição. Ela se apropria da própria história. Ela é mais uma guerreira invisível do que uma fêmea poderosa. No seu ventre renasce, a cada dia, a força da criatividade, a usina das palavras, a chama do presente. Ela não tem mais tempo de ficar remoendo o passado nem programando o futuro. Nem sabe se terá tempo. Não quer deixar mais nada para lá. Ela gosta do doce convívio consigo mesma, com os próprios ruídos que hoje sussurram mais do que gritam. Ela põe flores nos vasos da casa e se identifica sobretudo com as do campo, apesar de seu jeito urbano de ser. Gosta de incenso, que purifica a casa e o espírito. Gosta de música cigana, de Zeca Baleiro, de Adriana Calcanhoto, mas também das músicas que fizeram a sua história, como Mercedes Sosa, Chico Buarque, Caetano, Gil, Elis e toda a tropicália, que, durante muito tempo, a fez andar sem lenço e sem documento. Hoje, ela tem identidade, profissão, filho, formou e desfez a família, se exauriu, se recriou, virou órfã adulta, escolheu outros irmãos que não os biológicos e, às vezes, se sente só neste barco da existência, em busca das próprias velas, do prumo de si mesma. Então, ela prefere trancar-se dentro de si mesma, espanar os fantasmas que sempre voltam, mas agora de cabelos brancos e óculos para ler de perto. Eles veem, olham, analisam e não gostam do resultado, porque você está ficando cada vez mais invisível, mais translúcida. É por isso que é fácil encontrá-la em casa em silêncio, dentro do seu universo particular.

domingo, 9 de agosto de 2009

PAPAI



Meu pai é tudo de bom, muitos beijos!

sábado, 8 de agosto de 2009

PARA TODOS OS PAPAIS


Pai, você que é bacana e entende o brilho empolgante nos olhos de seus filhos pequenos, aproveita a dica e,
vá andar no mato e pegar carrapato, carrapicho.
Vá pescar e voltar todo enlameado.
Vá nadar e ficar só um pouquinho rosado.
Vá ensinar a andar de biciclera sem rodinha.
Vá jogar sinuca, truco, bola, enfim mostre a ele que você também é um meninão travesso e responsável.
Mas se os pequenos já forem grandes vai rolar a festa...
Beijos procês todos


Aproveite para clicar aqui

REGRA TRES - Vinícius e Toquinho

Tantas você fez que ela cansou
Porque você, rapaz
Abusou da regra três
Onde menos vale mais

Da primeira vez ela chorou
Mas resolveu ficar
É que os momentos felizes
Tinham deixado raízes no seu penar
Depois perdeu a esperança
Porque o perdão também cansa de perdoar

Tem sempre o dia em que a casa cai
Pois vai curtir seu deserto, vai.
Mas deixe a lâmpada acesa
Se algum dia a tristeza quiser entrar
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo que vai chorar

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

AS SEM RAZÕES DO AMOR - Carlos Drumond de Andrade


Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

OLHA NOS MEUS OLHOS/ Tradução

Olha nos meus olhos

Esquece o que passou
Aqui neste momento
Silêncio e sentimento
Sou o teu poeta
Eu sou o teu cantor
Teu rei e teu escravo
Teu rio e tua estrada

Vem comigo meu amado amigo
Nessa noite clara de verão
Seja sempre o meu melhor presente
Seja tudo sempre como é
É tudo que se quer

Leve como o vento
Quente como o sol
Em paz na claridade
Sem medo e sem saudade

Livre como o sonho
Alegre como a luz
Desejo e fantasia
Em plena harmônia

Eu sou teu homem, sou teu pai, teu filho
Sou aquele que te tem amor
Sou teu par, o teu melhor amigo
Vou contigo seja aonde for
E onde estiver estou

Vem comigo meu amado amigo
Sou teu barco neste mar de amor
Sou a vela que te leva longe
Da tristeza, eu sei, eu vou
Onde estiver estou
E onde estiver estou

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

CASINHA BRANCA - Elpídio dos Santos



Eu tenho andado tão sozinho ultimamente,


que nem vejo à minha frente,


nada que me dê prazer.


Sinto cada vez mais longe a felicidade,


vendo em minha mocidade tanto sonho perecer.


Eu queria ter na vida simplesmente um lugar de mato verde,


pra plantar e pra colher.


Ter uma casinha branca de varanda,


um quintal e uma janela para ver o sol nascer.


Às vezes saio a caminhar pela cidade.


À procura de amizades,


vou seguindo a multidão.


Mas eu me retraio olhando em cada rosto,


cada um tem seu mistério,


seu sofrer,


sua ilusão.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

MORRER DE AMOR - Déa Januzzi

“É a ti, flor do céu, que me refiro/Neste trino de amor, nesta canção/Vestal dos sonhos meus, por quem suspiro/E sinto palpitar meu coração/Não te esqueças de mim, por piedade/Um só dia, um só instante, um só momento/Não me lembro de ti sem ter saudades/Nem me podes fugir do pensamento/Quem me dera outra vez esse passado/Essa quadra ditosa em que vivi/Quantas vezes na lira debruçada/ Cantando em teu colo adormeci.”


"Assim Magui, minha amiga da montanha, lá do Sítio Sertãozinho, em Moeda, conheceu Lolota, tocando Flor do céu em seu violino. Lolota viveu uma estranha e não concretizada história de amor com Nico, sua única, maior e derradeira paixão. Magui escreve: “Lolota e sua irmã viviam debaixo de um bambuzal. Casinha de pau a pique na frente, sua irmã Custódia e o cunhado Agostinho, juiz de paz de Moeda. Ali, naquela casa, mandavam a música, a oração e muitas lembranças. Lauride, sua irmã mais nova, acompanhante e confidente, tocava com ela, seu violão enfeitado de fitas coloridas. Por muitas tardes me encaminhei para a casinha das duas. Um trilho margeado de alecrins do campo e, lá no fundo, a majestosa moita de bambu gigante que abraçava aquelas duas e embalava-as com o sussurrar de folhas ao vento. Ouvir a história de amor de Lolota me fazia pensar como era possível alguém viver à espera do outro. Viveram e morreram de amor!

Nico e Lolota se conheceram na juventude. Amor proibido! No seu ofício de capina, Nico espalhava milho pelo roçado e esperava a juriti cantar seu canto de lamento. Dizia ele: “Esse canto é um convite para minha morte. A juriti canta a minha dor”.

Enquanto isso, Lolota era prisioneira do pai, que não podia imaginar Nico com a filha. A cor moreno-roxa de Nico dificultava mais ainda a aproximação dos amantes. Lolota se debruçava na janela, flores nos cabelos à espera de Nico, que vinha da capina ao entardecer. Suspiravam, se olhavam e nada mais...

Lolota era filha de músico e fabricante de instrumentos musicais, entre eles o próprio violino. Corria para sua música e ali extravasava sua dor. Dor de amor, dor que corta. Nas noites em que o pai reunia os convidados (escolhidos a dedo) para o sarau musical, Lolota aproveitava um pouco a distração dele para correr à janela e conversar com Nico. Suspiros, lamentos e juras. Juras de amor!

O amor de Lolota e de Nico correu a redondeza. A posição obcecada do pai fez o povo de Mato Virgem tomar partido. Os que eram contra como o pai escreviam na porteira da fazenda injúrias graves contra Nico, que não suportou a injusta difamação. Entristeceu de tal modo que só ouvia o piado da juriti. E foi seguindo esse cantar que Nico passou para o mundo de lá.

Lolota se fechou de tal modo que parou de comer. Conheci Lolota com seus 74 anos. Como dizia ela, quando oferecia minha geleia de frutas e flores: “Não, Magui, eu só provo”. Meu Deus! E era menos que provar. Raspava a tampa do vidro de geleia, apenas o sujinho que fica por dentro. Ela almoçava e jantava em uma colher de sopa! Isso era tudo!

Em uma das visitas que fiz à Lolota, ela pediu à irmã que buscasse para eu ver seu vestido de noiva. Lá estava ele, dentro de uma fronha com ponto paris. De branco passou a creme. O tecido: tafetá. Fiquei parada diante da cena. O vestido amarelado pela espera do tempo. Aquela velhinha magra, magra em cima de uma cama e o violino (eterno companheiro) no canto de seu travesseiro. Nosso silêncio foi tanto que ela pegou o violino e se pôs a tocar: “É a ti flor do céu que me refiro”. Para ela, essa música quebrava o gelo da eterna ausência de Nico. Cantava com ela, como se pudesse ajudá-la a dividir aquela dor.

Um dia chegando de viagem, recebo a notícia da morte de Lolota. Um banho foi o suficiente para mim. Percorri toda a trilha margeada de alecrins do campo. Tudo muito silencioso. Entro na pequena sala da casa. À luz de um lampião, amigos e parentes consternados faziam vigília do corpo ali vestido de noiva, coroado com flores de laranjeira e no meio do peito o violino que ela tanto amava. Lolota partiu deste mundo e rumou ao encontro de Nico. Hoje, vejo duas estrelas juntas piscando fortes e felizes sobre os céus de Moeda”.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

MINHAS COISINHAS


Gosto muito destas biscoiteiras da minha infância.

QUERIA UM ABRAÇO HOJE - Vinícius de Morais


De repente deu vontade de um abraço.

Uma vontade de entrelaço, de proximidade...
de amizade, sei lá ...

Talvez um aconchego que enfatize a vida e
amenize as dores...

Que fale sobre os amores,
que seja teimoso e ao mesmo tempo forte.

Deu vontade de poder rever saudade de um abraço.

Um abraço que eternize o tempo e preencha todo espaço
mas que faça lembrar do carinho, que surge devagarzinho
da magia da união dos corpos, das auras...sei lá...

Lembrar do calor das mãos
acariciando as costas a dizer... "estou aqui."

Lembrar do trançar dos braços envolventes
e seguros afirmando "estou com você"...

Lembrar da transfusão de forças
com a suavidade do momento... sei lá...
abraço... abraço.. .abraço...
abraço... abraço... abraço...
abraço... abraço... abraço...

O que importa é a magia deste abraço!

A fusão de energia que harmoniza,
integra tudo, e que se traduz
no cosmo, no tempo e no espaço.

Só sei que agora deu vontade desse abraço!!

Que afaste toda e qualquer angústia.

Que desperte a lágrima da alegria, e acalme o coração..

Que traduza a amizade,o amor e a emoção.

E para um abraço assim só pude pensar em você....
nessa sua energia, nessa sua sensibilidade
que sabe entender o por quê...
dessa vontade desse abraço...

IÇAMI TIBA - Sobre Filhos

A educação não pode ser delegada à escola.
Aluno é transitório.
Filho é para sempre.

O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena, condenação judicial, deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe não pode interferir nas regras ditadas pelo pai, e nas punições também e, vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer qual é a hora de se comer e o que comer.

A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas (palavras dele).

Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.

Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder , pai, então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.

O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso ,seus supostos luxos, incrementará o gasto final.

Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

ADOÇÃO

Lula sanciona nova Lei Nacional de Adoção

Rodolfo Torres

O presidente Lula sancionou nesta terça-feira (3) a nova Lei Nacional de Adoção, que cria cadastros (nacional e estaduais) de crianças e adolescentes em condições de adoção, e de pessoas habilitadas a adotá-los. Um terceiro cadastro, dessa vez de pessoas que moram fora do país, também será instituído. Contudo, as pessoas com residência no Brasil terão prioridade.

A lei também determina a redução para dois anos do tempo máximo de permanência de crianças nos abrigos; anistia para a adoção informal; a audição entre o menor e a Justiça após ele ser entregue à família adotiva; e a determinação de que crianças indígenas e quilombolas devem ser adotadas dentro de suas comunidades.

Atualmente, o cadastro nacional de pais adotantes conta com 22 mil interessados. Por sua vez, duas mil crianças esperam formalmente pela adoção no país. De acordo com o presidente, a nova lei vai “evitar a burocracia excessiva” no processo de adoção.

Na ocasião, o petista aproveitou para elogiar o trabalho de parlamentares envolvidos diretamente na aprovação do projeto.

“Eu digo sempre que se a gente for colocar em uma balança as coisas boas e as coisas más que foram acontecer no Congresso, as coisas boas são infinitamente superiores”, afirmou Lula durante discurso.

Confira na íntegra o discurso do Lula
Mais do que uma lei de adoção, tenho a felicidade de sancionar hoje uma legislação que garante a crianças e adolescentes o direito a uma convivência familiar e comunitária.

Uma legislação que inova ao ampliar o conceito de família extensa, formada por parentes próximos, com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade.

Que mantém unidos os irmãos, ao reconhecer que eles já constituem um grupo familiar e que, por isso, devem ser adotados em conjunto.

Que, entre outros avanços, garante atenção jurídica a gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para a adoção, evitando o abandono de crianças em espaços públicos logo após o nascimento.

Uma legislação criada para evitar a burocracia excessiva, que hoje dificulta o final feliz para crianças e adolescentes que necessitam de uma nova família, e adultos que travam uma luta, muitas vezes inglória, para adotá-los.

Amigos e amigas,
Não estamos partindo do zero. O Brasil é reconhecido como um dos países mais avançados neste tema, motivo pelo qual lidera, desde 2006, o debate de um novo documento internacional das Nações Unidas sobre crianças e adolescentes privados de cuidados dos seus familiares.

Esse documento foi aprovado este ano, no âmbito do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, e deverá ir à votação já no ano de 2010, na Assembléia-Geral das Nações Unidas.

Muitas de suas diretrizes, aliás, já foram incorporadas nesta lei que estamos sancionando hoje, o que coloca o Brasil mais uma vez na vanguarda, ao estabelecer um novo marco legal para a adoção.

A nova Lei de Adoção já estava sinalizada no Plano Nacional do Direito à Convivência Familiar e Comunitária, aprovado pelo Conanda em 2006. Além disso, o projeto “No caminho pra casa”, da Agenda Social Criança e Adolescente, prevê várias ações neste sentido, como o reordenamento dos abrigos, o apoio financeiro para famílias que tenham filhos abrigados por motivo de pobreza e a criação de moradias coletivas para adolescentes e jovens ex-abrigados.

Finalmente, as ações de adoção internacional – quando famílias estrangeiras estão interessadas em crianças brasileiras – coordenadas pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, já estão em consonância com a nova legislação.

Deve ser lembrado o papel fundamental do Congresso Nacional na formulação da nova Lei de Adoção. O projeto foi amplamente debatido e contou com o engajamento de diversos deputados e senadores, entre os quais se destacam as senadoras Patrícia Saboya (PDT-Ceará) e Fátima Cleide (PT-Roraima), o senador Aloízio Mercadante (PT-SP), o deputado João Matos (PMDB-SC) e as deputadas Sandra Rosado (PSB-RN), Teté Bezerra (PMDB-MT) e Maria do Rosário (PT-RS).

Merece destaque também a contribuição da Associação Brasileira dos Magistrados e Promotores da Infância e da Juventude, da AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros, e também do Conselho Nacional de Justiça, associações de conselheiros tutelares e outras organizações da sociedade civil que, com suas opiniões, baseadas na experiência do dia-a-dia, contribuíram muito para que a lei fosse aprimorada.

Não poderia encerrar sem fazer uma homenagem a um pequeno brasileiro chamado Cleber Matos. Cleber veio ao mundo negro e pobre, e foi acolhido pelo deputado João Matos. Infelizmente, Cleber não pôde ver o que está acontecendo aqui hoje, porque faleceu precocemente em 2001, aos 15 anos de idade. Me parece que o Cleber sofreu um acidente e, depois do acidente, me parece que outras coisas aconteceram e o Cleber morreu com 15 anos de idade.

Esse exemplo de solidariedade, assim como o de tantos outros brasileiros e brasileiras serviu de inspiração para a Lei que sancionamos no dia de hoje. Não é todo dia que um presidente da República tem a felicidade de sancionar uma lei que nasceu do sentimento mais nobre que existe: o amor entre os seres humanos. Esse é mais um passo para o resgate da cidadania infantojuvenil do Brasil.

Eu queria... na verdade, eu poderia até prestar uma homenagem ao Gilberto Carvalho, que todo mundo sabe, é o mais novo pai aqui, que há poucos dias adotou. Ele agora vai voltar a saber o quanto é duro ser pai de duas crianças em idade de peraltice total e absoluta. O “bichinho” já está chegando atrasado no trabalho aqui, e está querendo ir embora mais cedo toda noite, aqui.

Mas eu queria agradecer a todos. Eu acho que uma lei como esta, além de colocar o Brasil em uma situação de destaque no cenário mundial, vai provando aos tempos que este país que, durante tanto tempo foi tratado como país de terceiro mundo, como país subdesenvolvido, como país pobre, é com esses avanços que a nossa sociedade constrói, porque isso aqui é um passo extraordinário de construção da sociedade, de pessoas como o nosso deputado, de outros milhares de brasileiros que vão, muitas vezes sem que a gente saiba que eles existem, fazendo um sacrifício enorme para adotar uma criança, ou para evitar que uma criança caia no abandono.

Eu acho que é uma dádiva para o Brasil. Isso aqui também mostra a todo mundo que todas as críticas que se faz ao Congresso Nacional, todo santo dia... eu digo sempre que se a gente for colocar em uma balança as coisas boas e as coisas más que foram acontecer no Congresso, as coisas boas são infinitamente superiores, mas muitas vezes as coisas boas não têm o destaque que a gente gostaria que tivessem.

Portanto, parabéns a cada deputado, a cada senador e senadora aqui e, sobretudo, a vocês, cidadãos, eu diria, anônimos, que são os responsáveis por esta conquista extraordinária. Eu espero que a partir da Lei a gente crie as condições para que não tenha mais criança abandonada.

Que a Lei... Agora, o nosso magistrado estava dizendo que, agora, quem for adotar vai ter que passar por um processo de preparação, o que eu acho extremamente extraordinário isso estar previsto na Lei. Porque nós ainda temos um problema no Brasil que não está resolvido, que é o problema da desagregação da estrutura social da família. Tem algo que nós ainda não aprofundamos, eu acho que muitas vezes, mais grave do que a situação econômica de uma família é a estrutura de desagregação das teias sociais de uma família.

Nós temos muita coisa para fazer. Certamente, nenhum de nós, sozinho, tem a sabedoria de saber como resolver. Mas se a família não estiver junta, unida... Quando a gente vê a notícia de que mais duas crianças foram abandonadas no Rio de Janeiro hoje... muitas vezes, é porque uma menina fica grávida, tem medo do pai, tem medo da mãe, não quer contar... às vezes vai ter um filho em situação totalmente anômala e, depois, é melhor abandonar. Não é o primeiro caso, não será o último.

Eu espero que a Lei facilite. Primeiro, que os pais tenham compreensão, quando uma filha fica grávida, de fazer com que a criança nasça dentro do seio da família. O que não deveria ter acontecido aconteceu, que foi ela ficar grávida, e é preciso cuidar da criança até ela nascer. E depois, se quiser adotar, a Lei agora vai dar condições extraordinárias para que a adoção seja mais fácil, menos burocrática e que as pessoas que adotem sejam menos [mais] preparadas.
Eu tenho a convicção de que vocês deram mais um passo importante para enaltecer ainda mais os direitos conquistados pela sociedade brasileira.

Parabéns a todos vocês.

Fonte: Post "copiado" e "colado" do blog
filhosadotivos.blogspot.com/

BLOGAGEM COLETIVA


Amamentação
Entrega que transcende a
Sensibilidade do entendimento
Ficando sempre na memória
E tatuado no espírito
Laços de carinhos que se eternizam
Aplacando inseguranças
E o medo do desconhecido
Longe do lago seguro em que vivia….
Banhado de carinho.

Ato que às vezes parece tão mecânico
Mas só a criaturinha que está recebendo
Este sumo divino… É que sabe…..
Que não só alimento está solvendo
E sim presenciando um ato de ternura….
Da natureza por meio de sua mãe

Que por mais desnutrida que esteja
Tira forças de suas entranhas… E dá ao filho…
A essência de que tanto ele necessita.
Não só para fortalecer o pequeno corpo
Mas também para acalentar a alma.
Que feliz se manifesta através do olhar brilhante
Que o filhote dirige…
A sua mãe.


Poesia: Amamentação - Eliana de Faro Valença

Blogagem coletiva: mammysblogs.blogspot.com/

domingo, 2 de agosto de 2009

SUZANA CARIZZA


Impossível atravessar a vida,

sem que um trabalho saia mal feito,
sem que uma amizade cause decepção,
sem padecer com alguma doença,
sem que um amor nos abandone,
sem que ninguém da família morra,
sem que a gente se engane em um negócio.

Esse é o custo de viver.
O importante não é o que acontece,
mas, como você reage.
Você cresce quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé.
Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.
Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.
Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.
Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos.
Cresce quando abre caminho,
assimila experiências.

E semeia raízes.

Cresce quando se impõe metas,

sem se importar com comentários.
Cresce quando é forte de caráter,
sustentado por sua formação,
sensível por temperamento
e humano por nascimento!
Cresce ajudando a seus semelhantes,
conhecendo a si mesmo e
dando à vida mais do que recebe.

E assim se cresce.

FAMÍLIA CÓSMICA - Déa Januzzi


Ela está gripada e sente falta da mãe. Por que as pessoas gripadas sentem falta de mãe? De chá de leite queimado e de limão? Por que as pessoas gripadas sentem falta de afeto? Ficam tão vulneráveis que parecem ouvir lá de dentro do corpo febril: %u201CTome um banho que a febre passa!%u201D; %u201CNão pise no chão gelado sem sandália%u201D e tantas outras ordens imperativas que só as mães sabem dar, mas que você, na época, achava irritante. Entre o sonho e a realidade da gripe, você responde: %u201CSerá que ela não notou que eu já estou crescidinha, que sei me cuidar?%u201D.

A febre aumenta às três da madrugada e ela está sozinha precisando de mãe. Até se esquece de que houve um tempo em que ela teve de cuidar da mãe já velhinha. Não, quando os termômetros da febre chegam aos 39 graus, ela delira: onde estão todos nesta casa? Onde estão os irmãos que moram do outro lado da cidade e se diluíram depois da morte da mãe? Onde está seu filho?

É melhor que ele não apareça agora, porque filho precisa de cuidados e a mãe dele hoje é que está gripada. Ela é que precisa ser cuidada. Onde estão todos a esta hora da noite? Cada um com sua vida, mas não houve um tempo mais seguro, em que tudo era mais confortável e que você podia adoecer sem sentir calafrios? Sem suar de medo?

%u201CConte com a sua família cósmica%u201D, ela ouve a voz da médica homeopata Acely Hovelacque sussurrar ao seu ouvido. Será que é alucinação? Não, desde cedo Acely foi adotando pessoas que não eram de sua família de origem, uma família pequena. O pai era filho único, a mãe só tinha um irmão que se casou tarde e ela só teve primos de primeiro grau aos 15 anos. Pelo caminho, ela foi encontrando outros irmãos que não os da família de origem. Irmãos escolhidos.

No calor da febre, ela também pensa em seu filho único, que vai precisar de uma família astral. Ele também vai ter que se ligar aos primos de terceiro grau, ou, quem sabe, aos amigos que surgirem no meio do caminho. Ainda bem que o filho tem Cláudio, seu primo biológico e cósmico, que o entende e o recebe nos piores e melhores momentos. Ainda bem que ele tem uma segunda casa, em Sete Lagoas, sempre aberta para seus descompassos. Ainda bem que em Sete Lagoas tem fogão a lenha, para aquecer o coração, quando ainda for inverno. Ainda bem que, no meio de tanto tumulto, sobrou alguém da família original que se confunde com a astral. Mas por que é que quando a gente está gripado sente tanta falta de mãe?

Nem mesmo o chá Crepúsculo, feito de rosela, menta e gengibre, consegue aquecer a alma. Só o corpo treme, mas é de frio. Ou será o calafrio da febre? Nem mesmo o escalda-pés com sal grosso, %u201Ccapaz de limpar tudo%u201D, segundo a acupunturista Jô, que também faz parte da sua família astral, consegue tirá-la desse torpor da gripe.

Nem mesmo a possibilidade de jantar na casa da monja Simone, com o mestre budista Tokuda, é capaz de curar sua gripe. Por que às vezes só mesmo mãe tem o poder de curar?. Ela sabe que não adianta apelar para os médicos, porque a esta hora da madrugada os médicos somem. Ou estão nos centros de tratamento intensivo (CTIs) controlando a morte.

Apesar do trabalho que dá a família biológica, com tantos nós a desfazer e tantos fios a desembaraçar, tem horas que só ela pode trazer o alívio para sua dor. Nos momentos difíceis da vida, só mesmo a família original para desentupir os canais do coração.
Ela não sabe por que está pensando nisso, se sua família biológica não está nem mais aí. Depois que a mãe partiu, cada um foi viver sua vida. Mas onde está a minha família astral, que não vejo neste momento de gripe e de febre?

Acely diz que tem uma multidão de gente, na terra e no céu, do nosso lado, uma família astral, além de nossos ancestrais, que também estão torcendo para que a gente dê certo, que eles estão em nós e que continuaremos a tarefa deles. Ela diz que temos também a grande mãe e um pai cósmico, ou o nome que a gente queira dar, e que nos confortam.

Neste momento, ela pensa em todos os amigos que fez ao longo do caminho, mas que neste estado febril da madrugada nem sonham que ela está necessitando deles.

Ela pensa nos amigos que foram embora, nos muitos mestres que teve na vida. Pensa, enquanto seu corpo inteiro treme. As cobertas estão molhadas pelo calor da febre e ela sonha com o calor da mãe, para finalmente adormecer e viajar para outros mundos!

GRIPE SUÍNA e as dúvidas dos pais sobre a volta às aulas

Esclareça suas principais dúvidas sobre o retorno das crianças às atividades escolares com a gripe tipo A.

"Com a proximidade do reinício das aulas, os pais ficam apreensivos quanto à frequência escolar de seus filhos durante um período em que a gripe tipo A tem altos índices de transmissão. Segundo determinação do Ministério da Saúde, a suspensão da volta às aulas é uma possibilidade que depende da análise dos governos estadual e municipal de cada região. E a orientação continua valendo: crianças com sintomas de gripe não devem ir à escola. CRESCER conversou com Orlando Conceição, infectologista do Hospital São Luiz, em São Paulo, que esclarece às principais dúvidas sobre o retorno às atividades escolares. Confira.

Por que a volta às aulas poderia ser um risco?
Qualquer pessoa doente começa a transmitir a gripe um dia antes de sentir os sintomas. Além disso, crianças podem repassar o vírus por até 14 dias – enquanto adultos transmitem por 7 a 10 dias. O fato de não lavar as mãos logo após tossir ou espirrar inicia uma cadeia de contaminação que se propaga rapidamente enquanto as crianças brincam e interagem.

Qual a melhor forma de se higienizar as mãos?
É preciso lavá-las com frequência, usando água e sabão. Quando a criança espirra ou tosse, deve usar um lenço descartável para fazer a higiene, desprezá-lo e lavar as mãos imediatamente. O álcool gel é uma opção para complementar a limpeza, mas deve ser utilizado apenas na presença de adultos.

A prorrogação da volta às aulas teria algum resultado efetivo para a saúde das crianças?
Sim, pois entre as crianças a disseminação é mais rápida. Não frequentando a escola durante este período de alerta, os alunos não correriam o risco de transmitir o vírus entre eles ou para os parentes. Retardar o reinício das atividade escolares provocaria uma lentidão no aumento do número de casos da gripe A no país.

O que pais e professores podem fazer para controlar a propagação do vírus?
Prestar muita atenção em alunos com sintomas respiratórios é fundamental. O melhor lugar para uma criança que tem tosse, dor de garganta, espirros recorrentes, entre outros sintomas, é em casa.

A utilização de máscaras pelos alunos pode ajudar na prevenção?
Isso é uma bobagem para pessoas que não apresentam sintomas. Se uma criança contaminada usa as mãos para conter o espirro e, em seguida, toca outra criança com máscara, a transmissão acontece da mesma forma. Além disso, o uso deste acessório pelos alunos não é prático. “Duvido que uma criança fique com uma máscara no rosto por mais de 15 segundos”, afirma o especialista.

Quando a máscara deve ser usada?
Deve-se usá-la somente quando a criança já está contaminada ou no contato próximo com outra pessoa sabidamente doente. No caso de pais sadios que estão cuidando de filhos com a gripe H1N1, por exemplo.

Se a higienização não for feita, o vírus permanece nas mãos da criança por algumas horas, aumentando a velocidade da transmissão.

Como proteger um bebê que vai para o berçário?
O cuidado é tirar pessoas doentes do ambiente para o qual ele vai. Se houver casos no berçário, é melhor ficar com o bebê em casa – desde que os pais não tragam o vírus de fora.

O número de casos vai aumentar ininterruptamente?
Toda epidemia tem, inicialmente, uma curva ascendente no número de casos e, com o passar do tempo, produz uma curva descendente. A sociedade precisa deixar de encarar a influenza como uma “gripinha”. Gripe é gripe, seja o tipo que for. Não é uma doença leve e deve ser tratada com seriedade.

O aumento das temperaturas no 2º semestre enfraqueceria ainda mais o crescimento do número de casos?
Com certeza. A gripe é uma doença do frio.

Fonte: Crescer"


Fonte: Post inteiramente "copiado" do blog diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/

sábado, 1 de agosto de 2009

ELEGÂNCIA - Toulouse Lautrec


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara : a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer...

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

É elegante o silêncio, diante de uma rejeição....

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

É elegante a gentileza; atitudes gentis falam mais que mil imagens...

Abrir a porta para alguém? É muito elegante.

Dar o lugar para alguém sentar? É muito elegante.

Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...

Oferecer ajuda? Muito elegante.

Olhar nos olhos ao conversar? Essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesma a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras".

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso.

E, detalhe: não é frescura.